9 de dez de 2008

What still unwritten...

No one is going to kill me because I´m writing this, even thought it would be more interesting if it has, you know, something to challenge me, test me. Behind all the intentions and all my "writter" stuff I confess I dislike writting. Not only because I think I have nothing interesting to share with people, but mainly for me considering myself as the most empty mind ever.

Ok, let´s say different. Don´t want to be this hard with myself. I guess, it has been missing some motivation in my life at all, some new... reasons or maybe experiences I´ve been protecting myself against.

It feels like I´m going to end anytime, without even finishing the things I intend to. I have this for so long and... besides all the wonderful things that happened to me, it still haunts me... this "I´m useless" feeling.

Not that I´m considering to end the pain myself. Actually there´s no pain. Not anymore. I just have some new goals that are actually so far... Really want them done, really do. The main problem about me is that I just can´t spit out my thoughts completely. I´m always behind some kind of mask which, in my mind, is to protect people against me. In fact, I protect myself against people.

Don´t know if it´s safe telling all this for "the nothing". Don´t really think someone is going to care about it. Just wanted a chance to try to... yes, share, my ideas. The problem with this cursed circle is that most people spend their time in me with the only aim of remind me I am all of this I believe I am, understand? Probably not and I´m not asking you to.

To be honest, I think there´s not place for me and this make me scared. I don´t feel any comfort, any confidence about me, doesn´t matter when or where. Happened few times that I kinda felt nice and safe, but inside me there was always something telling me to "don´t move". I want to, really want. Just don´t know how to chance my stupid behavior. But I repeat: I don´t think you care, do you? You have your own prolems to deal with, you have your own little hell inside your every wrong decision.

I don´t regret the things I have, had and, perhaps, will have too. I just think I got something to share now... and yes, I´m the wrong person to do this; still think I am. And maybe one day, this bad feeling traped inside my mind can show its wings out.

...you can´t erase.

26 de out de 2008

Gothic Dolls

Ao que parece, decidiram voltar a escrever. Eu e minhas outras faces achamos que, não importa se somos totalmente esquecidas neste universo "bloguístico", dominado por jornalistas frustrados e outras categorias mais ou menos sedentas pela exibição do intelectualismo inexistente. Verdades sejam ditas, mentiras esquecidas e palavras vomitadas em momento de derrota argumentativa também - diretíssima aos meus "amigos".
Então, decidi falar alguma coisa sobre essas bonecas góticas que me chamaram muito a atenção algumas semanas atrás. Eu vi a primeira - no caso, o primeiro - na página inicial do site que hospeda minha galeria de fotos, o DeviantArt. Favoritei algumas, comentei outras, interagi com autores e proprietários das fotos.
Fiquei encantada com a beleza e a expressão facial das bonecas e, sempre que posso, vejo as novas postagens dos usuários que favoritei. E ainda, aquela variedade de roupas e acessórios me deixam entretida, logo eu que não sou ligada às besteiras clichés do universo feminino. Fizeram-me lembrar de algo que não faço há muito tempo...
Lembrei-me das tardes inteiras em que ficava furando os dedos com agulhas e cortando tecidos que arranjava com minha madrinha, costurando incansavelmente retalhos grotescos e belos, delicados e fortes, que no final se transformariam em pequenas roupas para boneca. Era divertido.
Poucos dias atrás, sete anos depois do momento dessa lembrança, passei outra tarde inteira furando os dedos e rasgando retalhos e vejo que isso ainda é bom pra passar o tempo, é bom para esquecer os amigos briguentos, para pensar nos amigos que se foram, nos que saíram por vontade própria... Mas o mais importante foi que relembrei um pouco da minha identidade, espantei o tédio e ainda deixei de lado os problemas que não me eram necessários - os problemas que eu criava, na minha loucura solitária - e os problemas das outras pessoas.

E tudo isso me fez reviver doces detalhes, tão importantes, da vida que não tenho mais, dos tempos em que não fazia diferença esta só.
Vi que melhorei minhas técnicas, apesar do longo tempo sem praticar. Fiz um vestidinho até que mais ou menos, no estilo princesa, aos moldes da velha Barbie - bem velha esta por sinal.

Lógico que nunca ficará igual às maravilhosas fotos de kawaiimon - apelido do autor dessa primeira imagem do post, intitulada Into de White. Mesmo porque, minha câmera é extremamente amadora e sem todos os recursos para uma boa captura. Além disso, o vestido feito a mão nunca estará ao nível das costuras perfeitas e milimétricas de uma máquina. Mas isso me deixou feliz, não pergunte porque.

Até.

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It seems that they decided to write again. Me and my various faces think it doesn´t matter wether we are totally forgotten in this "virtual" universe, dominated by failed journalists and another kinds more or less hungry for showing off their erased intelectualism. Truth should be said, lies should be forgotten and so the words, vomited in that moments of defeated argumentation - this goes directly to my "friends".

So, I wanted to talk something about this gothic dolls, which caught my attention a lot few weeks ago. I saw the first of them in the "start-page" of the website where I have a gallery of photos, Deviant Art. I favorited some, commented another ones, talked with some authors and picture´s/dolls' owners.

I was amazed with the beauty and the facial expression of those dolls and, always when I´m able to, I see the new posts of my favourite users. Also, that variety of clothes and stuff let me extremely entertained, and I´m not that fanatic concerning the clichés of female universe. They remind me on something I left behind, a long time ago...

I was 12. I remember the whole afternoons I could spend hurting my fingers with needles and cutting little pieces of wasted fabric, sewing it without getting tired anyhow, transforming that nice - and sometimes grotesque - pieces, delicate and soft pieces, in little clothes for my dolls. It was fun.

Few days ago, seven years after the moment of that memory, I spent another afternoon hurting my fingers and retailing that pieces of fabric and I see it is so good the let the time pass through, it´s good to forget and angry friends, to think about those who´s now gone, about those who left by their own... But the most important was that I could remind a little my own identity, I could fight away the boring feeling and leave behind the unecessary troubles - those I invented, on my solitary madness - and other people´s problems which, by the way, I always care, even though I had nothing to do.

And all this just to revive that sweet details, so important, from the life I have no longer, from times I´ll never have back.

I realised I increased my tecniques, although a long time with no practice. I made a little dress, it´s more or less nice, with princess style, modeled to my old Barbie - very old by the way.

Of course it´ll never be like those wonderful pictures from kawaiimon - nickname of the author of the first that picture, named Into the White. It´s because me camera is extremely simple and with not enough resourses for a good pic. Besides this, the handmade dress will never be as perfect as the ones made by machines. But it made me happy, don´t ask me why.

See you soon.

26 de jun de 2008

Guerra do Fogo




Nome original: La Guerre du feu
Ano: 1981
Local: França e Canadá
Diretor: Jean-Jacques Annaud
Roteiro: J.H. Rosny Sr e Gérard Brach
Principais atores: Everett McGill (Naoh), Ron Perlman (Amoukar), Nicholas Kadi (Gaw), Rae Dawn Chong (Ika)


O filme “Guerra do Fogo” conta a história dos homens do período paleolítico em seus primeiros intentos tecno-evolutivos. Naoh, Amoukar e Gaw são homens que fazem parte de uma tribo de Homo sapiens neanderthalensis. Certo dia, seu grupo foi atacado por um outro grupo evolutivo rival, os Homo erectus, que forjou a emboscada com o objetivo de roubar o fogo da tribo dos homens de neanderthal. Com o massacre de sua tribo, os três fogem primeiramente para tentar buscar proteção, depois tomam como objetivo a recuperação do tesouro roubado. Abordando uma concepção sócio-histórica do homem – na qual os primeiros homens construíram suas relações sociais – o filme tem como principal tema essa disputa pelo fogo entre as primeiras comunidades tribais, embora não se limite a apresentar enfaticamente o assunto.


O fascínio pelas chamas era diretamente ligado à necessidade de sobrevivência de cada grupo, pois além de mantê-los aquecidos durante os períodos mais frios, serviam de defesa contra os outros animais e até preparo de alimentos. Atacando-se e defendendo-se com o uso de paus e pedras para evitar a perda do fogo, os homens mantinham-no dentro de uma espécie de gaiola, tentando sempre mantê-lo aceso.


A principal intenção do filme é mostrar a construção de formas culturais diferentes que, apesar de eclodirem relativamente no mesmo território e período histórico, distinguiram-se num vivo e intenso processo de evolução. As tribos rivais, por exemplo, eram distintas tanto nas questões de estrutura corporal – os Homo erectus eram mais similares aos primatas enquanto os Homo sapiens neanderthalenis tinham menos pêlos e já usavam vestimentas feitas com peles de animais – quanto nos padrões comportamentais. Apesar de terem em comum o nomadismo¹, uns eram menos violentos e mais defensivos (neanderthalensis) e outros mais ofensivos (erectus) e praticavam canibalismo.


Em relação a forma de comunicação, os personagens demonstravam suas idéias através de urros, gestos, gritos e comportamentos bastante semelhantes aos dos macacos. Com a vida em grupo, o trio aprende a trabalhar em equipe, até mesmo para garantir sua própria defesa. Eles se mantêm unidos por um longo caminho, até chegarem à um acampamento abandonado. Ali, Naoh e seus companheiros encontram uma mulher chamada Ika – que fora feita prisioneira pela tribo canibal – pertencente à uma terceira tribo evolutiva, os Homo sapiens sapiens.Ela passa a seguí-los e com ela Naoh teve relações sexuais similares ao acasalamento dos outros animais², principalmente em relação a posição adotada – a popularmente conhecida como “posição cachorrinho”. Ika os acompanha até certo ponto e, apesar de tentar persuadí-los a segui-la até sua tribo, não obtém sucesso.


A tribo da mulher já possuía um certo tipo de linguagem falada, bem como atividades motoras mais evoluídas, o que os propiciou habilidade suficiente para confecção de objetos bem como a construção de pequenas casas.


Em certo momento, o trio acaba se separando. Coincidentemente, Naoh cai em um terreno movediço e é resgatado pelos membros da tribo de Ika. Por ser considerado forte, com bons dentes e bom aparelho genital, Naoh é posto para acasalar com as demais mulheres da tribo, principalmente com as consideradas mais fortes. O objetivo era gerar descendentes mais resistentes, propiciando assim a perpetuação da espécie e uma melhoria genética, baseada no empirismo vivido por eles através da lei da natureza: a lei dos mais fortes.


Nesse momento do filme começam a surgir os primeiros indícios de sentimentalismo humano. Ika, ao ver Naoh com outras mulheres, demonstra algo semelhante a ciúmes, passando a observá-lo sempre que tinha uma chance. Além disso, ela desenvolve um afeto por ele, tanto que rejeitava as intenções de acasalamento com os outros machos e aceitava somente com Naoh.


Com o tempo de convivência na tribo de Ika, Naoh descobre que essa comunidade possuía o domínio do fogo, no que se refere ao controle e “fabricação” das chamas. O momento simboliza o florescer da razão humana e da tecnologia, a descoberta mais importante que marca os últimos tempos de uma era³ e o princípio de outra.


Recomendado para aulas bem chatas sobre Psicologia e Comunicação.


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¹Entenda-se por nomadismo a procura de locais mais seguros e com mais alimentos e não apenas uma escolha aleatória.

²A diferenciação entre as relações sexuais dos seres humanos em relação as dos outros animais se deu a partir do momento em que o homem passa a se relacionar não somente com o intento de reproduzir-se, mas também de ter prazer.

³A descoberta do fogo marcou a passagem do período Paleolítico para o Neolítico.

26 de abr de 2008

Algunz Trëmaz




Para uß keh non entenden Nada, mezmo quando sie ezplica, somment tënnio a dizer keh aprovëtem ae Wiede. A Ideologui du ,,Carpen Diem" ea allgu immteheßät. Mazz, krëo keh wiewer imtemzamment tannben poder wierarumarmme.

Mazz o pior de Tüdo ea ,,Weardaadeairar''. Porr eaßo, zo Allgo keh meallor voaze non kehrer zsabear... Riher dea.

30 de mar de 2008

"Noite sombria das sombras que sangram sangue vermelho"

"São tempos de mudanças e crescimento, épocas que antecedem novos horizontes de amadurecimento do ser em constante processo de evolução." (em Spectrum Gothic)

E se você estiver bastante satisfeito com seu velhho horizonte? Deve fechar os olhos? E se fosse já estiver amarelo? Deve apodrecer? A evolução é a estupidez mais cruel que já tive notícia. Somos um saco fútil cheio de hormônios, ninguém é triste, ninguém é feliz; podemos nos drogar com hormônios externos e ficar-mos muito bem obrigado.

E a vida é ainda mais desgraçada que a evoção. É um curto longo prazo, que você tem que encher com um monte de besteiras até que ela termine: chama-se aproveitar. Pra não cairmos no tédio, o caminho é recheado com pequenos infortúnios: chamam-se dificuldades. E as vezes colocam outros seres gentis em nosso caminho, preocupados e vigilantes, eles gostam muito de você: chamam-se ilusões. Alguns, como eu, desistem de tanto começar algo novo, e ficam se amargurando nos seus hormônios pretéritos: chamam-se vazios.

A vida e a evolução são duas senhoras demasiadamente preconceituosas, não têm o mínimo interesse nos mais fracos. Aproveitam mais aqueles que fingem não ter dificuldades e os que se tornam ilusões nas existências dos vazios.

22 de mar de 2008

Uma conversa Filosófica sobre revistas

Munin ((lendo)) says:

imprimi aqui o artigo do homem coisando a Veja

I'm a weirdo says:

iiiiiiiiiiiiii

I'm a weirdo says:

o que eu coloquei no orkut?

Munin ((lendo)) says:

(Y)

Munin ((lendo)) says:

vou aderir ao coiso da Veja

Munin ((lendo)) says:

adoro ser do contra

Munin ((lendo)) says:

huhu

I'm a weirdo says:

ao coiso da Veja?

I'm a weirdo says:

como assim?

I'm a weirdo says:

ir contra a Veja?

Munin ((lendo)) says:

mermão que homem do mal!

Munin ((lendo)) says:

miau

Munin ((lendo)) says:

assim

Munin ((lendo)) says:

esses diabos são todos podres

Munin ((lendo)) says:

a mídia em geral é podre

Munin ((lendo)) says:

eles reclamam de governo, de politico e do diabo a 4

I'm a weirdo says:

hum

Munin ((lendo)) says:

mas são essas classes que injetam dinheiro neles, saca?

I'm a weirdo says:

sim sim

Munin ((lendo)) says:

e a Veja foi coisada porque se aproveitou da antipatia da classe média empresarial contra o governo do PT

Munin ((lendo)) says:

acho que esse foi um governo tão lalau quanto os outros, mas convenhamos: melhorou um cadim oh''

I'm a weirdo says:

a Veja vai atras do que a convém

I'm a weirdo says:

ou seja, se convém a ela proteger o fhc, ela o fará

I'm a weirdo says:

assim como convém a ela bater na cara do governo atual

Munin ((lendo)) says:

principalmente pro povo pobre. tá certo que o povo diz que é esmola, criação de círculo de dependência, mas pelo menos a galera ta comendo e estudando mais

I'm a weirdo says:

sim sim

I'm a weirdo says:

miau tem razão

I'm a weirdo says:

mas o que está em questão né nem isso

I'm a weirdo says:

o negocio

Munin ((lendo)) says:

o problema não é só a Veja

I'm a weirdo says:

é a revista que se diz a defensora do olhar brasileiro

Munin ((lendo)) says:

todo mundo tem culpa

I'm a weirdo says:

'sair em defesa' de um ou de outro

I'm a weirdo says:

saca?

Munin ((lendo)) says:

defesa de capital, isso sim

I'm a weirdo says:

pois eh

Munin ((lendo)) says:

que pagar mais será melhor visto

I'm a weirdo says:

a revista se diz defensora do olhar

I'm a weirdo says:

sem ser

Munin ((lendo)) says:

o público alvo da Veja é a galera mais ou menos

I'm a weirdo says:

sem contar o seguinte, neh soh isso não....

I'm a weirdo says:

ela defende o proprio interesse

Munin ((lendo)) says:

nós lisos só baixamos a piratex' nos blogs da vida

I'm a weirdo says:

pq ela tem as costas muito queimadas jah

Munin ((lendo)) says:

haha

I'm a weirdo says:

kkkkkkkkkkkkkkkk

I'm a weirdo says:

pode crer

I'm a weirdo says:

'lisos'

I'm a weirdo says:

pq se baixamos na net

I'm a weirdo says:

jah nao somos tao lisos assim :P

Munin ((lendo)) says:

que nada

Munin ((lendo)) says:

e as lan houses?

Munin ((lendo)) says:

da pra imprimir

I'm a weirdo says:

run

I'm a weirdo says:

sim e pra achar esse blogs???

Munin ((lendo)) says:

tem galera que imprimi nas intocas no trabalhho

Munin ((lendo)) says:

ai que tá

I'm a weirdo says:

que dão direito a essas revistas?

Munin ((lendo)) says:

miau tá pensando que nem a vea

Munin ((lendo)) says:

*Veja

I'm a weirdo says:

ahhh

Munin ((lendo)) says:

pobre não é sinônimo de burro

I'm a weirdo says:

não não

I'm a weirdo says:

eu sei qu enum eh

Munin ((lendo)) says:

não subestime

Munin ((lendo)) says:

[una]

I'm a weirdo says:

eu num subestimo

I'm a weirdo says:

mas presta atenção

I'm a weirdo says:

poucos são os que vão atrás disso

I'm a weirdo says:

quando tem a oportunidade e o meio

Munin ((lendo)) says:

mas existem

I'm a weirdo says:

sim

I'm a weirdo says:

e esse acabam, mais pra frente

I'm a weirdo says:

saindo da condição de pobres

I'm a weirdo says:

e vão pra 'mais ou menos'

I'm a weirdo says:

pq querem ser alguma coisa na vida

I'm a weirdo says:

saca?

I'm a weirdo says:

ou seja

I'm a weirdo says:

esses dai já qse podem ser considerado da ultima mencionada

I'm a weirdo says:

jah os pobre pobre mesmo

I'm a weirdo says:

infelizmente

I'm a weirdo says:

ficam no orkut

I'm a weirdo says:

nos flogs

I'm a weirdo says:

ou entao

I'm a weirdo says:

gastam pra comer

I'm a weirdo says:

e eh isso

Munin ((lendo)) says:

haha

Munin ((lendo)) says:

orkut e flog

Munin ((lendo)) says:

hahahaha

Munin ((lendo)) says:

e msn

Munin ((lendo)) says:

agora todo liso tem

Munin ((lendo)) says:

hahahaha

I'm a weirdo says:

com certeza

Munin ((lendo)) says:

eita que esse nosso discurso tá muito elitista

Munin ((lendo)) says:

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

I'm a weirdo says:

nem tanto

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* o verbo coisar que aparece julgado em algumas sentenças acima pode ser iterpretado como sinônimo de movimeto, crítica e erro.
** clique no link que aparece nos nomes Veja para ler o texto de Luis Nassif

10 de mar de 2008

Biografia dos Infelizes

Trancaram-no em um lugar escuro, pequeno e macio, bem macio. Sabia que estava deitado, entendia que as paredes à sua volta eram espessas, bem espessas. Como não tinha muito o que fazer ali - nem p'ra onde se mexer - pôs se a pensar: "Mas que desgraça... ".

Seguindo uma lógica de racíonio "desgraçada", chegamos a conclusão de que tudo é bem previsível. Certamente tudo o que há por dentro - quando este tenta uma comunicação com o exterior - é de uma transparência inastimável - e lastimável.

Ora mais, o vaticano declarou oficialmente a manipulação genética como pecado, e dos mortais, bem mortais. Então nós, amados pecadores e filhos de Eva, devemos parar de acasalar. Mas veja bem, se - em uma hipótese absurdamente provável devido à fé extrema de nosso povo - pararmos de acasalar, os "verminhos" param de nascer. Com o término da produção de "verminhos" haverá o extermínio dos demais vermes. Se todos os vermes morrerem, quem sobra pra pecar?

Que diabos - olha ele se metendo no texto alheio - a condenação da manipulação genética tem haver com o fim do acasalamento? Vejamos a partir do elementar:

ma.ni.pu.lar v. Tr. dir. 1. Preparar (alguma coisa) com a mão. 2. Preparar (medicamento) com corpos simples. 3. Engendrar, forjar. 4. Oganizar.

ge.né.ti.ca s. f. Biol. Ramo da biologia que trata da hereditariedade e dos mecanismos da sua evolução nos seres organizados.


O acasalamento consiste num complexo processo de manipulação, ou seja, é o preparo (de alguma coisa) com a mão - no caso mais as ''preliminares" - auxiliada de outras ramificaçoes e poros, em corpos simples - e acrescento até alguns meio complexos, cheios de metais, componentes de petróleo, entre outros - dinamicamente engendrados, que foram formados ou organizados em um ciclo-processo semelhante. O resultado da desgraça é uma manufatura - às vezes o produto sai em série - similar aos manufatureiros.

Como tudo o que é natural hoje em dia é feio, criaram um série de termos técnicos com intuito de causar espanto. Particularmente, se sussurrassem pra mim o nome de um ácido graxo tempos atrás, eu mijava meu short.

Depois que contei as desgraças que se passaram na cabeça da pessoa criei minhas próprias conclusões. Ligo essa máquina, essa reprodutora de hiper-realidade, e fico feliz em beijar as imagens das pessoas de que gosto, essas que estão presas da caixinha de vidro (sim, a minha ainda é de vidro...quer me doar uma de lcd?). Apesar de frias, elas não reclamam do meu mau hálito e não me chamam de egoísta; tampouco sou a ''coitadinha'' ou a estúpida; não tentam me atacar; não me escondem, não se escondem. Tem algo ainda melhor: elas olham pra mim como se gostassem de mim também! Assim é perfeito, nunca serei um ser humano frustrado.

Também gosto de falar horrores pros meus detestados. Acho lindas as expressões de suas faces quando me "ouvem" dizer as coisas... eles também adoram gestos obscenos. E fica tudo no anonimato, que nem essas coisas que escrevo aqui, quem diabo - olha ele de novo - se importa?

Semana passada perdi um amigo querido. O nome dele até rima com a palavra "amigo", era um bom rapaz. Bonito no aspecto terreno, parecia com o tal Harry Potter; admirável no aspecto superior, era um quase Einstein - ele era brasileiro... fazer o que... -, uma mente incrível para os cálculos, para as equações e suas icógnitas.

Perdi meu amigo e a semana passou. Com ela passaram também linhas e linhas de raciocínio que eu possuía, mudaram idéias, morreram ideais, surgiram conceitos, abalaram-se princípios, criaram-se denominações, fluíram considerações e principalmente formaram-se opiniões, novas opiniões.

Enquanto isso, do outro lado do rio, repousa, sob a sombra hecatômbica de uma macieira funesta - linda redundância -, o outro. Está livre num lugar amplo e bem iluminado. Decide então deitar-se ao chão, no gramado verdinho e macio - bem macio - a esperar pelo nascer do sol. Animado e contagiado pela atmosfera principiante, concluiu que seus pensamentos o deixavam enfadado.

Decide mudar de assunto. Conversa consigo mesmo acerca de algumas teorias de uns alemães deprimidos, alguns gregos entediados - e entediantes - e tudo mais que era necessário saber pra que se enquadrasse em sua paisagem sem muito esforço. Desconfiado e com um sentimento envenenante - descrito como um sufoco na garganta, frio no tórax e aceleração das pulsações cardíacas, seguidas de um gosto amargo de derrota com prazo de validade vencido -, pôs-se a escrever sobre a própria vida.

Repentinamente, sente uma compressão em seu peito como nunca tivera. Tinha escrito sua vida quase toda. Estava quase chegando àquele dia, faltavam algumas horas e alguns detalhes da macieira... só isso! Mas agora não tinha mais forças pra escrever, estava enfartando, morrendo, agonizando. Como não conseguia se mover, conteve seu último pensamento, o mais profundo de todos. Uma pena não tê-lo escrito, sua biografia ficaria respeitável.

Acharam seu corpo uns 2 dias e meio depois. Sua expressão facial havia escrito seu último pensamento. Este foi tão intenso e complexo que a "encontradora" do outro, uma garotinha de 19 anos e má formação congênita, conseguiu extrair sua essência e transformá-la em uma frase: "Mas que desgraça..."

Ela era apagada, bem apagada. Agora é invisível, bem invisível.

1 de mar de 2008

Kein Zurük - Wolfsheim (Tradução)

Kein Zurük

Weißt du noch, wie's war
Kinderzeit... wunderbar...
Die Welt ist bunt und schön.
Bis du irgendwann begreifst,
Dass nicht jeder Abschied heißt,
Es gibt auch ein Wiedersehen

Immer vorwärts, Schritt um Schritt ... Es geht kein Weg zurück!
Und Was jetzt ist, wird nie mehr ungeschehen.
Die Zeit läuft uns davon, Was getan ist, ist getan.
Was jetzt ist, wird nie mehr so geschehen.

Ein Wort zuviel im Zorn gesagt,
'N Schritt zu weit nach vorn gewagt.
Schon ist es vorbei.
Was auch immer jetzt getan,
Was ich gesagt hab´, ist gesagt,
Und was wie ewig schien ist schon Vergangenheit.

Ach, und könnt' ich doch nur ein einz'ges Mal Die Uhren rückwärts drehen,
Denn wieviel von dem, was ich heute weiß, Hätt' ich lieber nie gesehen.

Dein Leben dreht sich nur im Kreis,
So voll von weggeworfener Zeit,
und Deine Träume schiebst Du endlos vor Dir her.
Du willst noch leben irgendwann,
Doch wenn nicht heute, wann denn dann...?
Denn irgendwann ist auch ein Traum zu lange her.


Sem Volta

Você ainda é como era antes?
Infância... maravilhosa...
O mundo era colorido e belo
Até você finalmente ver
Que nem toda despedida significa
que haverá um próximo encontro

Sempre adiante, passo por passo
Não há caminho de volta
E o que é feito agora nunca será desfeito
O tempo corre, o que é féito, está feito
O que acontece agora jamás acontecerá do mesmo jeito

Disse muito palavras com fúria
Desafiando um passo muito à frente
E de repente está acabado
O que se fará agora
O que eu disse está dito
E o que parecia eternidade agora já é passado

Ah, queria poder voltar o tempo apenas uma vez na minha vida
Pois muito do que sei hoje, gostaria de nunca ter conhecido

Sua vida corre em círculos
Massificada com tanto tempo perdido
E você está empurrando e empurrando seus sonhos
Um dia você quer viver
Mas quando se não hoje?
Qualquer dia até mesmo um sonho já está distante

2 de fev de 2008

Nomes Excêntricos Vestibular UFPI 2007


Eis aqui uma breve lista com 258 nomes não muito comuns, alguns quem sabe até únicos, que povoaram as relações dos classificados no vestibular da Universidade Federal do Piauí - UFPI. Sendo assim, resolvemos fazer essa breve relação em homenagem aos nossos novos colegas de instituição e ao mesmo tempo informar os demais leitores sobre esses nomes incomuns. Por isso, que fique bem claro que nosso intuito não é usar de maneira pejorativa tais nomes, muito menos ridicularizar as pessoas.

Os nomes são públicos e a não utilização dos nomes completos nos confere segurança judicial (processos defendendo direitos autorais e danos morais não podem nos atingir).

AOS REVOLTADOS DE PLANTÃO E AOS MANÍACOS QUE ME AMEAÇARAM DE MORTE, NÃO PERCAM SEU TEMPO LENDO O QUE CHAMARAM DE INÚTIL! SE VOCÊ NÃO CURTE SEU NOME, PROBLEMA É SEU! SE ENTENDA COM SEUS PROGENITORES, NÃO COMIGO ;)


E aqui vamos nós:

A
A. Hyerocles, Abdenor, Adnny, Aeyphanny, Ageu, Aguida, Aiana, Alaeudes, Alankelson, Alita, Allayani, Amarildo, Anayelle, Andrya, Anesio, Annifran, Apoliana, Arcelio, Ariosvaldo, Arquelania, Arythanna, Athana, Auriany, Ayesca
B
Bianco Johnson, Blendda
C
Cadmo, Caina, Candilberto , Carmilta, Caticiara, Chamel, Clamira, Cleurismar, Clyzia, Crisneymaicon
D
Daguivan, Dallet, Darcilena, Davyla, Diakely, Diarlle, Dioga, Disandyer, Duanne
E
Edio, Eduvirgens, Elcileide, Eliel, Elisdenia, Elker, Emir, Eryson, Eunelio, Everaldino
F
Fidelman Fao, Flandomberton, Francoaldo, Fred Heury, Fulvio
G
Geisyvanda, Genez, Genielson, Georgiana, Geydson, Gilvaneide, Girleusa, Gislayllson, Gisly, Glacyelma, Glaudene, Glaycyjane, Gleydstone, Graciete, Grazianny, Greissy, Guanacy, Gubbio
H
Hadyel, Haide, Halyni, Helante, Heluanne, Hemylen Kellen, Herbe, Hidellard Juanan, Hilbenya, Hildelany, Hillysson, Hozano, Hyarla, Iallen Gabio
I
Icla, Inaja, Indhevysk, Ingrithe, Iramara Kelly, Irandira, Isanio, Izalia
J
J. Eduvirges, Jacklenilda, Janairo, Jannabsa, Jarbas, Jassan, Jessa Iashmin, Jessichka, Jessykon Sylkles, Jhemyson, Joab Merculy, Joaneica, Jobeane, Jocelio, Jocyleide, Joederlan, Joneudo, Jorgiana, Jose Edicarlos, Joviano, Jozana
K
Kajena, Katiuscy, Katiusi, Katricia, Kedllane Kelma, Kelcylene, Kelvilene, Kerlanio, Keziane, Krishna Kayomany
L
Laelia Lasthenia, Lua Sara, Luanderson, Lucivando, Ludson, Luisvan, Lyson
M
Mackleianny, Magdiel, Maiesk, Mardina, Marynildo, Massaine, Mecyany, Meirylane, Michelande, Minervina, Miranisia, Mitalle, Mozara, Musi
N
Naftale, Nathayana, Neyciano, Neylon, Nicassia, Nilcelia, Nodja, Nyure
O
Odenis, Odimilsom, Ollaff Shilton, Oryelson, Osyanne
P
P. Dheiky, Patrese, Paulinéria, Pyramon
R
R. Xenon, Raiammy, Raiff, Railina, Rainier, Rangelson, Regyfrancys, Reuben, Ridelson, Rielson, Rivelle, Romuere, Rondinelly, Rozze Cristina, Rusbene
S
Sabriele, Salatiel, Salustiano Fichell, Saymo, Shara Lylian, Sharlon, Sharlydiane, Shayara, Silio Silvestre, Silvilena, Skarlla, Sloanne, Snaylla, Suenny, Suselaine
T
Tacito, Thayro, Trinde, Tuanny, Tuany, Tulyana
U
Uara Sachha, Ulima
V
Valdivino, Vandeison, Vanuze, Vausca, Vitaliano
W
Walcisa, Wanna Hanna, Warllington, Weldon, Wellynne, Werlany Euflavia, Werttey, Wesllany, Wiuri, Woeller, Wrylane, Wyara, Wyggo, Wylnamara,
Y
Yvves Louranth
Z
Zelina

30 de jan de 2008

Os Mediadores Das Deliberações Públicas


A mídia tem poder sobre a sociedade atual. É inegável e amplamente discutida tal afirmação, não somente entre especialistas ou pessoas mais instruídas, mas também no círculo ao qual pertencem os componentes do chamado senso comum. Este conjunto de indivíduos, que muitas vezes desconhecem a própria relevância, constitui um alicerce de fundamental importância para toda e qualquer mídia noticiosa: a opinião pública. Entre público e mídia existe uma relação delicada – e em certos aspectos controversa – que nos leva a questionar: até que ponto pode-se considerar a mídia como um poder?

Em meados de 1828, quando os meios de comunicação sequer tinham uma abrangência em massa, surge a definição de mídia como uma espécie de Quarto Poder. Esta denominação traz consigo uma série de ideologias implícitas, nas quais a sociedade se baseou para considerar a mídia como uma defensora de seus interesses e como principal mecanismo de vigilância dos demais poderes. Com isso, além de guardiã social, a mídia deve agir como mediadora entre as relações da sociedade com os poderes executivo, legislativo e judiciário.

Os meios de comunicação social defendem os interesses da população através de denúncias e investigações, precavendo a sociedade contra eventuais prejuízos, tanto de caráter financeiro quanto de caráter moral, provocados por falhas ou descasos de seus representantes. Todavia – como defende o autor português Nelson Traquina, em seu livro O Estudo do Jornalismo no Século XX (Editora Unisinos, 2001), ao dissertar sobre quem deve vigiar o Quarto Poder – é elementar percebermos que os próprios cidadãos precisam envolver-se nos seus próprios assuntos cívicos, e não esconder-se por trás de uma crítica generalizada, que é muitas vezes uma máscara que esconde sua incompetência.

Notamos que a imprensa, de modo geral, não deve receber total confiança da sociedade. Como qualquer associação de caráter competitivo, que muitas vezes visa o lucro, a mídia noticiosa não está livre das influências de poderes políticos, econômicos e até mesmo de relações de interesse pessoal. Tais interferências induzem a mídia a excluir ou mesmo omitir determinados acontecimentos, fazendo um julgamento prévio dos fatos e decidindo de forma quase arbitrária o que é de interesse público e o que não é.

O poder da imprensa é, acima de tudo, um poder de influência. Como todo bom influenciador, ela precisa muito de influenciados passíveis, que consumam suas ideologias logo que instantaneamente após serem “inoculadas” em suas mentes, como defendia Harold Lasswell, em seu primeiro momento, na teoria conhecida como Agulha Hipodérmica. Contudo, o próprio Lasswell reconheceu mais adiante que essa sociedade não é tão passiva e é dotada de criticidade, uma instabilidade opinativa que o público tem e que pode por em xeque o poder midiático.

[...]

Não obstante, a mídia tenta a todo custo moldar a opinião pública, tratando-a como uma verdadeira arma. O poder da imprensa reside na capacidade de promover uma espetacularização das situações, a fim de impressionar as pessoas, confundindo o que seria “interesse público” com o “interesse do público”. De essencial, a notícia torna-se uma mera atração, um entretenimento que banaliza o real sentido dos acontecimentos.

A mídia pode ajudar a sociedade, mas também pode aliená-la. Com isso, cabe aos expectadores notar que ela possui poder, mas não é um. Pode-se confirmar tal afirmativa pelo simples conceito da palavra “poder”:

po.der: s. m. 1. Faculdade, possibilidade. 2. Faculdade de impor obediência; autoridade, mando. 3. Império, soberania. 4. Posse, jurisdição, domínio, atribuição. 5. Governo de um Estado. 6. Forças militares. 7. Força ou influência. 8. Força física ou moral. 9. Eficácia, efeito, virtude. 10. Meios, recursos. 11. Capacidade de agir ou de produzir um efeito : P. aquisitivo. — P. espiritual: autoridade eclesiástica. P. temporal: a) autoridade civil; b) o poder dos papas como soberanos territoriais. (Software Dic. Michaelis – UOL)

Os meios de comunicação não nos impõem obediência e muito menos têm autoridade para mandar e desmandar em nossas opiniões. Eles podem intermediar nossos interesses, mas sem jamais deliberar o que nos é relevante ou não. Estrategicamente, todos nós fazemos parte de um complexo ciclo vicioso, uma delicada teia de relações sociais infinitas: os três poderes são vigiados pela imprensa – um quarto poder – que é vigiada por nós, seguidores das regras dos “três” e influenciados (ou influenciadores) pelas idéias do que seria “quarto”.

A sociedade só está em perigo quando não se importa ou se sente insignificante demais para se permitir conduzir a própria trajetória.

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Trabalho que ganhou 10,00 em Introdução ao Jornalismo - UFPI - 2007.2 Texto com algumas alterações e cortes.