22 de ago de 2009

Arruma'malaê!!

Estava muito tranquila assistindo TV, quando ouço um trecho da dita canção num pedaço de reportagem. Então, decidi postar aqui a "letra original" da música juntamente com uma tradução para o português comum - o que não chega nem perto do brilhantismo e da emoção passada letra original.

Algumas coisas não entendi - tipo a parte em que coloquei um "[...]" - e outras que entendi, mas não sei o significado - tipo as palavras "merol" e "arrunha". Então quem por ventura souber, deixa comentário.

Não achei muita coisa sobre o título original da música ou sobre seu compositor... (mentira minha, nem procurei), mas tá valeno.

Com a música completa, só encontrei esse vídeo. Não são relevantes as imagens, mas escutem a música i rumbora tentá acompanhá, ora marrapaiz!






Lái rêin, Lái rêin, Lái rêin, Lái rêin, Lái rêin a rural!

Arruma'malaê
Arruma'malaê
Arruma'malaê, a rural rái arribá!

Arruma'malaê
Arruma'malaê
Arruma'malaê, a rural rái disabá!

Ramu rê u má
Ramu rê u má
Ramu rê u má, ramo é na rural!

Norrâmu é rê u má
Ramu rê u má
Ramu rê u má, a rural rái disabá!

Ram'narêia não
Ram'narêia não
Ram'narêia não, a rural rái atolá! (2x)

Decê pá impurrá
Decê pá agarrá
Decê pá impurrá i a rural disatolá!

Ramu decê pá impurrá
Ramu decê pá agarrá
Decê pá impurrá e a rural disatolá!



Ram'ingatá uma ré
Arrocha numa ré
Arrunha numa ré pra rural disatolá!

Ram'ingatá uma ré
Ram'ingatá numa ré
Arrunha numa ré pá rural disatolá!

U rangu'iú merol
U rangu'iú merol
Arruma u rangu'iú merol inrriba das mala!

U ranguiú merol
[...] i ús sarrabúi
Ú rangu'iú merol inrriba das mala!

Num rá lá nadá
Num rá si afoitá
U má rái li lerrá
Rocê rái si afogá!

Eu já tô rên'umá
Íchi! La'istá u má!
U má rái li lerrá
Num rá lá nadá!



Lá vem, Lá vem, Lá vem, Lá vem, Lá vem a rural*!


Arruma a mala aí
Arruma a mala aí
Arruma a mala aí, a rural vai levantar!

Arruma a mala aí
Arruma a mala aí
Arruma a mala aí, a rural vai desabar!

Vamos ver o mar
Vamos ver o mar
Vamos ver o mar: vamos é na rural!

Nós vamos é ver o mar
Vamos ver o mar
Vamos ver o mar, a rural vai desabar!


Vamos na areia não
Vamos na areia não
Vamos na areia não, a rural vai atolar! (2x)

Descer para empurrar
Descer para agarrar
Descer para empurrar e a rural desatolar!

Vamos descer para empurrar
Vamos descer para agarrar
Descer para empurrar e a rural desatolar!


Vamos engatar uma ré
Arrocha* em uma ré
Arrunha em uma ré para a rural desatolar!

Vamos engatar uma ré
Vamos engatar uma ré
Arrunha em uma ré para a rural desatolar!

O rango* e o merol
O rango e o merol
Arruma o rango e o merol encima das malas!

O rango e o merol
[..] e os sarrabulhos*
O rango e o merol encima das malas!


Não vá lá nadar
Não vá se afoitar*
O mar vai lhe levar
Você vai se afogar

Eu já estou vendo o mar
Vixe! Lá está o mar!
O mar vai lhe levar
Não vá lá nadar!



*Vocabulário:

Arrochar: apertar-se muito (Dic. Aurélio); pop. "manda vê!", "vá em frente!".
Afoitar-se: tornar-se afoito, sem medo ou corajoso; precipitar-se. (Dic. Aurélio)
Rango: comida, refeição.
Rural: esse carro que você viu no vídeo.
Sarrabulho: prato de cozinha tipicamente português. Trata-se de um guisado com os miúdos do porco ou do cabrito, ligado com sangue e geralmente temperado com cominhos.

13 de ago de 2009

O passado é estranho... o presente, mais ainda!

No one will be back - © Renée Moura 2009

Estava ali de boa no sofá, contemplando a programação de TV local - coisa rara de se fazer - quando me veio à mente uma certa pessoa, que fez parte da minha vida há uma década ou mais. Não sei porque, mas lembrei. Decidi procurar no Orkut - todo brasileiro é achado nesse meio - usando somente duas palavras: um nome e a cidade. Não foi difícil de achar. O rosto hoje é de homem, mas as feições me lembram o mesmo menino.

Acho que ele foi a primeira pessoa com quem errei feio em toda minha vida. Era uma criança praticamente, mas já me influenciava facilmente com a opinião dos outros. Vontade de se enturmar, idiotice, isolamento, sei lá o que me fez vacilar, mas eu fiz.

Hoje vejo que se não fosse daquele jeito, seria de qualquer outro jeito mais tarde. Pertencemos a mundos diferentes, apesar de vivermos no mesmo mundo. Na minha investigação básica, descobri que temos o mesmo gosto por idiomas e algumas semelhanças para o gosto musical. Mas não era pra dar certo.

Procurando por ele, encontrei uma velha amiga. E olha só: são namorados hoje! E formam um casal lindo! Eles se conheceram na mesma época, e graças ao meu vacilo.

Às vezes fico chateada porque não faço as coisas direito, deixo coisas para trás, mal acabadas ou mal começadas. Mas nunca parei pra pensar que meus erros podem ser acertos meio tortos ou somente um jeito estranho de fazer bem a mim mesma - tsch... viajei ¬¬

Sei que hoje amo uma pessoa que vive além do oceano. É outro mundo, mas como se fosse o mesmo. E fico feliz por ter errado até encontrá-lo, pois significa que finalmente acertei alguma coisa que valha o esforço da espera.

E olhando assim pra esse passado cômico e esquisito, fico feliz a ponto de ter vacilado naquela época e de ter mudado pra melhor, principalmente. Você já se re-encontrou com você mesma quando estava aos 11? É muito grotesco e ao mesmo tempo reanimador.

E - para as más influências e toda decepção que foi e virá por causa das pessoas que não sabem errar direito - tomo emprestada a célebre expressão que encontrei no perfil do menino: fuck you.

12 de ago de 2009

"Não falamos com brasileiros"

Visitando o canal da banda Apocalyptica, fui surpreendida pela mensagem "Este vídeo não está disponível no seu país devido a restrições de direitos autorais"em vários vídeos, por que será? Será se eles tem medo dos brasileiros copiarem alguma coisa? Mas eles não se deram bem em cima das cópias? Tá bom, dos "covers".

O canal é esse. Quem conseguir ver alguma coisa, parabéns. Só assisti o video com uma versão tenebrosa da música que eles "covearam" do Rammstein e ainda botaram uma "garfanhota" pra cantar! Eita que brasileiro é bicho descriminado...

Pra quem não acredita, aqui o print:

Foto: Reprodução YouTube.

Wir sind wir


Vídeo interessantíssimo de Peter Heppner, que assisti na última aula de alemão do semestre passado. No clip, várias cenas históricas são mostradas, como a de um soldado passando por uma brecha no muro de Berlin antes de ser totalmente proibida a passagem:


Não reuni muitas informações sobre a foto - mas você pode ler um pouco mais nesse blog aqui - que falei nem sobre as outras, mas quem conhece ou já se interessou pelas guerras mundiais - no sentido pedagógico ou histórico da coisa - eis um bom vídeo com muitas imagens quase tão verídicas quanto as fotos. E pra quem saca inglês, essa aqui é a descrição do vídeo no canal de onde o retirei.

"Wir Sind Wir" ("We Are We", i.e. "We are who we are"), a Germany song) was released as a stand-alone single by Paul van Dyk in 2004. Unlike most of his other singles, this was not released on any official studio album by van Dyk. The song features Peter Heppner on vocals, and was only recorded in German, presumably because it speaks directly to Germans and Germany.

Are we the land of poets and thinkers, the land of the Wirtschaftswunder [economic wonder], the land of two world wars, the land which was divided and thereafter reunited? [1]

"Wir Sind Wir" deals with the deep feeling of emotional insecurity that permeates the German society in the early 21st century. In 2004, Germany was in an economic slump, the controversial Hartz IV law had diminished the state welfare programs, and there was a lingering feeling of division between the one-time West German and East German provinces. The fact that Germany had turned itself from a one-time pariah into a valuable friend of the Western great powers (Britain, France, the United States) and had reunited itself with the end of the Cold War were suddenly unimportant. There was little pride in being German, and patrotism was a suppressed emotion.

This is reflected in the lyrics: despite having turned "ash into gold", people were feeling angst and fear of the future (40 Jahre zogen wir an einem Strang, aus Asche haben wir Gold gemacht/ (...) was vorher war ist heute nichts mehr wert). Heppner and Van Dyk then ask, where do the Germans stand, and answer "we are we, we are one, this is just a bad period, and we won't give up" (wir sind wir/ wieder eins in einem Land/ das ist doch nur ein schlechter Lauf/ so schnell geben wir doch jetzt nicht auf).

The song is a powerful statement for all Germans that they are neither bad nor good, but just themselves (we are we). For 40 years, everything went well, and now after some bad years, it is time to stand united and face the future together. The lyrics highlight the positive qualities of German culture and society and stand as a beacon of hope.

The video shows Peter Heppner as an ageless camera man who films well-known images of German history: * The destroyed Reichstag * Bombed-out cities, a one-legged man limping on his crutches * Trümmerfrauen (rubble women) salvaging scraps in a bombed-out post-WWII city * The US "Raisin Bombers" dropping food into the starving West Berlin during the Berlin Airlift * The soccer Miracle of Bern 1954, widely considered as a watershed moment for West Germany * The building of the Berlin Wall, families crying as they were divided, the East German soldier Conrad Schumann jumping over barbed wire to defect into West Berlin (a timeless still image that captured the desperation of German Cold War division) * The German Wirtschaftswunder, with new housings, cars and a new level of luxury * The Oil Crisis * The Fall of the Berlin Wall * The rebuilt Reichstag in central Berlin

The video is a mix of new footage, and original footage where Heppner has been inserted by chroma key.

Paul van Dyk appears only twice, fleetingly on both occasions, initially reading a newspaper, and later listening to the radio in a Pilstübe (bar).

The song reached the German Top 10 and was received very favourably. Germans were touched by the hauntingly beautiful atmosphere of the song and the powerful images in the video. It left such a deep impact that Matthias Platzeck asked Heppner and Van Dyk to perform Wir sind Wir in the official 2005.

(Source: Wikipedia)



Wir sind wir - Peter Heppner

Tag um Tag, Jahr um Jahr,
Wenn ich durch diese Straßen geh',
Seh ich wie die Ruinen dieser Stadt
Wieder zu Häusern auferstehen.

Doch bleiben viele Fenster leer,
Für viele gab es keine Wiederkehr.
Und über das, was grad noch war,
Spricht man heute lieber gar nicht mehr.

Doch ich frag, ich frag mich wer wir sind.

Wir sind wir! Wir stehen hier!
Aufgeteilt, besiegt und doch,
Schließlich leben wir ja noch.

Wir sind wir! Wir stehen hier!
Das kanns noch nicht gewesen sein.
Keine Zeit zum Traurigsein.
Wir sind wir! Wir stehn' hier!
Wir sind wir!

Auferstanden aus Ruinen dachten wir,
Wir hätten einen Traum vollbracht.
40 Jahre zogen wir an einem Strang.
Aus Asche haben wir Gold gemacht.

Jetzt ist mal wieder alles anders
Und was vorher war, ist heute nichts mehr wert.
Jetzt können wir haben was wir wollen,
Aber wollten wir nicht eigentlich viel mehr?

Und ich frag, ich frag mich wo wir stehen.

Wir sind wir! Wir stehen hier!
Wieder Eins in einem Land,
Superreich und abgebrannt.

Wir sind wir! Wir stehen hier!
So schnell kriegt man uns nicht klein,
Keine Zeit zum bitter sein.
Wir sind wir! Wir stehn' hier!
Wir sind wir!

Wir sind Wir!
Aufgeteilt, besiegt und doch,
Schließlich gibt es uns ja immer noch.

Wir sind wir!
Und wir werden's überstehen,
Denn das Leben muss ja weitergehen.

Wir sind wir!
Das ist doch nur ein schlechter Lauf.
So schnell geben wir doch jetzt nicht auf.





We are we

Day by day, year by year
When I'm walking along this street
I'm seeing the ruins crowing up to houses

Many windows still stay empty
There was no return for many people
About the things what just happened
No one speaks about it anymore

But I'm still asking who we are

We're what we are
We're standing here
Divided, defeated and else
We are still alive!

We're what we are
We're standing here
It can't be over yet
No time for sadness
We're what we are
We're standing here
We're what we are

We thought 'resurrection from the ruins'
Dreams had to come true
40 years of united power
We made ashes into gold

Now everything changed
Things from the past are worthless today
Now we can get everything
But didn't we want more than that?

And I'm asking where we are

We're what we are
We're standing here
Reunited in one country
Rich and burned out

We're what we are
We're standing here
we're not going down
No time to be angry
We're what we are
We're standing here
We're what we are

We're what we are
Divided, defeated and else
Finally, we still exist!

We're what we are
We will get over it
Because life has to go on

We're what we are
This is just a bad phase
We will never give up!


Viel Spaß!