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1 de set. de 2013

Alguns fatos sobre: Finlândia e Piauí

Existem muitos costumes compartilhados ao reverso entre esses dois distintos pedaços de terra. Alguns costumes não tão ao reverso assim. Os dois respondem pelo mesmo descritivo: aquele lugar quente/frio e distante.

Como piauiense legítima e imigrante estabelecida na Finlândia há mais de dois anos, posso notar certas características que se encontram nesses meus dois lares.

Geografia, história e política

A começar pelas semelhanças geográficas, temos os seguintes mapas territoriais:



Apesar de não saber corretamente em qual escala os mapas acima se estabelecem, creio que as proporções territoriais - em termos de área territorial - estejam corretas.

Com relação à região, o Nordeste é para o Piauí o que a Escandinávia é para a Finlândia: um imenso grupo étnico que compartilha consigo mesmo uma grande variedade de valores históricos e culturais. Em muitos casos, ambos Nordeste e Escandinávia tentam ser livres da responsabilidade de incluir territórios tão "difamados"/"distantes"/"desinteressantes" quando PI e FI.

Os dois carregam sítios milenares, onde se podem encontrar registros das primeiras civilizações humanas/extra-terrestres.

Os dois foram temidos no passado por serem o lar de seres humanos hostis e destemidos. Também compartilham de um passado indígena.

Nos dois locais, a maioria dos problemas que envolvem assuntos legais e de natureza oficial tem de ser resolvidos nas capitais.

Os dois carregam certa mágoa dos (E/e)stados vizinhos.

Clima

O clima é muito parecido entre os dois locais. As temperaturas tem números parecidos: entre 30 e 40 graus. Só que no Piauí é pra mais e na Finlândia é pra menos.

Educação, cultura e lazer

Os dois lugares, renegados por suas respectivas zonas políticas, são casualmente enfatizados quanto à qualidade de seus estudantes.

A cultura local nos dois territórios é rica em sua diversidade. Porém os créditos são sempre dados a outros (E/e)stados, seja pela origem, seja pelo suposto aperfeiçoamento da prática cultural.

Assim como o Piauí, a Finlândia tem a bebida alcóolica como principal fonte de entretenimento e interação social.

Tanto o Piauí quanto a Finlândia tendem a louvar suas tradições e renegar seus ídolos contemporâneos. Um exemplo de tradição entre os dois territórios está relacionado ao forte caráter agrícola dos dois, confirmando na figura de vaqueiros e samis valores histórico e épico. Já entidades como Stephany Absoluta e Frank Aguiar (PI) e Alexi Laiho e Kimi Räikkönen (FI) são tidos como maus representantes de seus respectivos povos, seja por carregarem a confirmação de certos estereótipos, seja por não mais pertencerem aos contornos físicos dos territórios.

Peculiaridades

Na Finlândia, sol é coisa rara. No Piauí, a chuva. Tanto o sol quanto a chuva são loucamente esperados por tudo e por todos nos respectivos lugares. Mas quando chegam, a reação mais natural é evitar. Fechem as cortinas rapidamente para o sol não entrar! Vamos reclamar nas redes sociais sobre a chuva e o frio de hoje, pra ver conseguimos espantá-lo.

A sauna está para a Finlândia assim como o ar-condicionado está para o Piauí.

Paisagens urbanas e rurais são relativamente livres de resíduos poluentes - por exemplo, garrafas e sacolas plásticas pelos acostamentos das estradas. Especialmente se comparando com (E/e)stados vizinhos.

Vários outros detalhes fazem eu me sentir em casa. Mas se os dois lugares são realmente a mesma coisa, por que é que eu decidi ficar por aqui mesmo? A resposta em uma palavra: silêncio.

3 de out. de 2010

Em quem NÄO votar


Num sujeito que faz isso nas vias públicas. Nem lembro da cara, mas certamente NÄO voto no sujeito de número 6565.

29 de mai. de 2010

Apaga incêndio

Me diz o que tem a ver essa matéria do G1 com a disputa eleitoral? Fora mostrar o padrãozinho que falei no post anterior, saber se o candidato toma água ou sai gritando nao contribui muito na discussão mais importante, que sao as ideias dos presidenciáveis para mudar este país. E como chamada, aparece a seguinte foto:


É a mesma lógica do texto anterior. Mas agora, a candidata Marina Silva, ao centro, é desqualificada por estar gritando enquanto os demais bebem água. Pode-se interpretar de outra maneira também, que enquanto eles cuidam de si e se calam, Marina se estraga mas fala ao país. Uma terceira interpretação é mais próxima do real, eu acho: nao interessa o quanto Marina berre, ela nao tem chances.

10 de out. de 2009

"Politico exige importação de gênios para Berlim"

Saiu no Portão de Brandemburgo, blog da jornalista Graça Magalhães, correpondente do Jornal O Globo em Berlim.

Depois de constatar que os berlinenses não são, em média, muito inteligentes, o ex-secretário da fazenda de Berlim, Thilo Sarrazin, apelou para a "importação" de "cérebros" para a capital alemã. Sarrazin, de 64 anos, que hoje faz parte da presidência do Banco Central Alemão (Bundesbank), causou polêmica no pais ao afirmar, no seu estilo bastante direto, que Berlim precisa passar por um processo como ocorreu com Nova York nos anos 50, pois os berlinenses que hoje vivem na cidade -- a elite, sobretudo judia, foi banida durante a ditadura nazista -- não seriam inteligentes o bastante para devolver o brilho que Berlim já teve nos anos 20 do século passado.

Em uma análise publicada na revista "Lettre International", ele afirma ainda que a situação berlinense poderá piorar no futuro, pois "40% dos nascimentos ocorrem nas familias de classe baixa". Por trás da declaração altamente discriminante, está também a decepção do politico que tentou salvar as finanças da cidade durante mais de seis anos, sem conseguir,  por causa do alto número de habitantes da que vivem às custas do governo (ajuda social).
 
Na mesma análise, em forma de entrevista, Sarrazin exigiu que a cidade passasse a selecionar seus imigrantes de acordo com a inteligência. Os judeus do leste europeu teriam, segundo ele, um QI quinze por cento mais alto do que a média dos berlinenses.
  
Enquanto Sarrazin reclama da mediocridade intelectual dos alemães étnicos da cidade, em Prenzlauer Berg, bairro da antiga Berlim Oriental, a ira é dirigida aos migrantes de regiões ricas da Alemanha e da Europa. Nesse bairro, onde antigamente vivia a boemia da Alemanha comunista, houve um processo quase completo de gentrificação (troca da população). Quase toda noite, o protesto dos alternativos e habitantes antigos explode no incêndio de carros. Quanto mais cara é a "carroça", maior é o risco de terminar nas chamas causadas pelos manifestantes.

Vamos aos comentários:

Apelido: Rizombi - Email - 8/10/2009 - 14:41
A Palavra corrupcao nesse pais e TABU !! Pode reparar em todas as afirmacoes voce so ouve o seguinte : "Despreparo , Falta de competencia , Manejamento errado, Amadorismo "etc... Corrupcao ?! Nunca ! Na historia da Alemanha isso e uma ferida ainda muito aberta !! Dai , vamos jogar o Olofote nos mais fracos. Desempregado ?! "Vagabundo "!! Pitti Bull , cachorro de genetica Ruim e ma !! Cade o dono ?! UE... So morde estrangeiro e Mendigo etc... Quem e o culpado ?! O dono que e alemao ?! Nunca ! E sempre a mesma coisa desde sei la quando !! Arrebenta sempre pro "mais Fraco"!! Qui fazer ?! Bem , eu tenho que aguentar mesmo !! Corrupcao ?! "Nao to entendendo , o que qui e isso heim "?!"Prefiro dizer que tambem nao sei o que qui e isso bicho "!! Ou melhor ,culpado e"O Turco"!!


Apelido: Rizombi - Email - 8/10/2009 - 4:38
Voce pode fazer uma Critica sem criar um" TOM "de preconceito. Eles vendem Laranjas sim e sao Mercado de Bilhoes de Euros e EMPREGOS !! Mas aqui quem realmente Rouba Bilhoes das caixas do Governo nao sao Dependendes Sociais mas Politicos Corrutos. Quem usa esses argumentos , mesmo que parcialmente corretos , provoce em mim grande desconfianca , principalmente com um sistema de ensino como o que temos aqui. Integracao custa Bilhoes e o ensino na alemanha faliu.


Apelido: coisapreta - 8/10/2009 - 4:01
Na verdade o que causou essa polemica toda foi o fato de o Sr. Sarrazin ter tornada publica a sua opiniao de que os imigrantes turcos e arabes nao se integram, vivem em boa parte aos custos do governo e formam uma sociedade paralela. Ele nao mentiu nem inventou essa historia. O Sr. Sarrazin apesar de ser filiado ao SPD nao eh politico ativo, porem banqueiro por profissao. Acho interessante que um pais onde a liberdade de expressao eh garantida na constutuicao radicalize tanto quando se faz criticas a imigrantes (especialmente mulcumanos).

Eu sabia que em 1° de maio. bem como 3 de outubro (dia da unificacao da Alemanha) acontecem protesos nada pacificos) dos autonomos, mas que toda noite carros sao queimados e pessoas randaliam... !?!? Creio que foi um pouco de exagero, afinal Berlin nao eh Paris!
Rizombi: concordo sim com o Sr. Sarrazin em muitos pontos, pois eu me esforcei para aprender o idioma, conhecer e respeitar as leis desse pais, nao desrespeitar os costumes. Sociedade paralela, pfui!!

Apelido:
Rizombi - Email - 6/10/2009 - 15:52
O politico nazi e estupido esse !! Sorry ! Que horror !! Esse ou aquele 15% mais inteligente etc... Horror ! Acabe com a Selecao nas escolas e crie um politica que promova a inteligencia e nao a BURRICE !! Sorry ! "Qui horror de discurso besta "!

Acho que a discussão tem outras intenções. Eu comentei:

"Concordo com coisapreta. Alguma comunidades de imigrantes não fazem questão de se integrar na sociedade alemã e ainda se fazem de vítima. Como é que vou pra casa alheia, reclamo da falta de TV no quarto de hóspedes e ainda dou uns bofetes no anfitrião? É mais ou menos assim que tem funcionado as coisas aqui na Alemanha [como se eu tivesse lá hahahahaha Mas em mente, estou]. Mas acho que a "importação de cérebros" é inviável porque uma das maiores justificativas utilizadas pelas empresas é a de que há pessoas superqualificadas, as quais a empresa não pode pagar pelo serviço por causa do "excesso de qualificação". Acho que toda opinião desse naipe agora é pura tentativa de gerar segregação social - usando o argumento da etnia - mas o que poucos percebem é que tal segregação já existe há tempos e depende de atudes de ambas as partes para se resolver. Enquanto isso, os ignorantes do mundo todo se voltam contra a Alemanha trazendo à tona preconceitos que nem existem mais, sem ao menos saber do que se trata o caso. É muito triste."


Pessoal, sejamos racionais. A política de segregação "racial" ainda hoje é adotada não somente na Alemanha, mas até nos países politicamente corretos - pelo menos é o que passa na propaganda - como o Brasil. Então, antes de levantar a voz contra Alemanha, país demasiadamente acolhedor, vamos prestar atenção no contexto.

20 de set. de 2009

Alemanhamanhã

Pensei que fosse só eu que tinha essa tentação de botar um til (~) no último a de Alemanha. (Por favor, não repare no meu tema fake Mackintosh pra Windows XP hahahahahaha Conversando com a Tamarazona na hora da postagem)

Foto: Reprodução G1.
Clica na imagem pra ampliar.

19 de set. de 2009

Pra quem pensa que Oktoberfest alemão é só álcool e putaria...

Saiu no G1 ontem: Oktoberfest de Munique proíbe fotos de bêbados e mulherem seminuas. Os jornalistas chiaram, dizendo que isso é censura, mas a organização do Festival argumentou que essa prática distorce a imagem do evento. E distorce mesmo.

No mundo todo as muitas pessoas pensam que a Baviera é um celeiro cheio de alcoólatras e fáceis loiras peitudas. Só que muitos esquecem ONDE está localizada a Baviera.


Sim, na Alemanha, onde as coisas funcionam. Podem chamar do que quiser: censura, ditadura, tirania. O que interessa é a integridade moral das pessoas. E não é discurso conservador ou caretice minha.

Dificilmente uma mulher alemã é confundida com uma prostituta quando em país estrangeiro - mesmo que ela seja; e nada contra as profissionais, contanto que não me tratem como uma. E não é só porque elas vem de um país rico, mas antes de tudo porque o país delas as respeita - assim, os outros países a respeitam também.

Agora vá eu, brasileira, chegar no aeroporto de Portugal - pffff... esse país aí, por exemplo - falando português do Brasil... é pedir pra ser mal tratada. Achei um bando de ignorantes todos os portugueses que cruzaram meu caminho naquele dia em que tive que pisar naquele lugar. E olha que não sou nem lá essas bonitonas.

Se você acha que o Brasil é só Rio de Janeiro >> Sexo >> Mulata >> Bunda >> Carnaval >> Futebol... continue achando. Ninguém vai fazer coisa alguma a respeito disso e digo até que vão incentivar suas ideias.

Agora você deve tá achando que sou uma típica blogueira: gorda, feia e mal amada, revoltada com as gostosas desse país. É, talvez eu seja. Ao menos minha revolta é por algo sério, não porque meu time perdeu ou porque não filmaram de perto o rabo da sambista.

Não é dizer que putaria existe só no Brasil, mas não tive conhecimento de um só pedaço de chão em que essa seja tão valorizada. É realmente triste.

6 de set. de 2009

Coisa de gente insistente

Agora sou monitora da disciplina de Web da UFPI. Ai sabem como é, não consigo simplesmente assinar um papel e ir emmbora. Também tenho uma certa dificuldade em me expressar objetivamente em certos casos. Então criei um blog chamado Webjornal UFPI pra explicar pros alunos como funciona o Blogger. Coisa básica, somente - não sou tão geek assim.

Também criei um Twitter pra postar as novidades do blog. Acho que essas são contribuições mais favoráveis, uma vez que não sou muito boa em explicar as coisas em meio a um caos de gente que tem que vocalizar o mais simples pensamento. Eu admiro as pessoas que pensam; já as que falam demais... me dão um certo desgosto e impaciência. E quando essas que falam demais estão exponencialmente multiplicadas em um ambiente fechado, da pra imaginar o distúrbio que causa num ser quieto como eu.

Não digo que elas falam demais por pura falta de educação ou por grosseria. É pura curiosidade mesmo; e pura interação grupal, eu entendo. Não é culpa delas o fato de eu não simpatizar muito com as multidões, é?

Enfim, eu só ia postar os endereços e já escrevi um conto. Tá na hora de uma pausa =)

Vou pensar num texto sobre links e vou postar lá. Depois volto pra minha revolta íntima. Deixe-me curtir o "manto da estupidez" um pouco.

22 de ago. de 2009

Arruma'malaê!!

Estava muito tranquila assistindo TV, quando ouço um trecho da dita canção num pedaço de reportagem. Então, decidi postar aqui a "letra original" da música juntamente com uma tradução para o português comum - o que não chega nem perto do brilhantismo e da emoção passada letra original.

Algumas coisas não entendi - tipo a parte em que coloquei um "[...]" - e outras que entendi, mas não sei o significado - tipo as palavras "merol" e "arrunha". Então quem por ventura souber, deixa comentário.

Não achei muita coisa sobre o título original da música ou sobre seu compositor... (mentira minha, nem procurei), mas tá valeno.

Com a música completa, só encontrei esse vídeo. Não são relevantes as imagens, mas escutem a música i rumbora tentá acompanhá, ora marrapaiz!






Lái rêin, Lái rêin, Lái rêin, Lái rêin, Lái rêin a rural!

Arruma'malaê
Arruma'malaê
Arruma'malaê, a rural rái arribá!

Arruma'malaê
Arruma'malaê
Arruma'malaê, a rural rái disabá!

Ramu rê u má
Ramu rê u má
Ramu rê u má, ramo é na rural!

Norrâmu é rê u má
Ramu rê u má
Ramu rê u má, a rural rái disabá!

Ram'narêia não
Ram'narêia não
Ram'narêia não, a rural rái atolá! (2x)

Decê pá impurrá
Decê pá agarrá
Decê pá impurrá i a rural disatolá!

Ramu decê pá impurrá
Ramu decê pá agarrá
Decê pá impurrá e a rural disatolá!



Ram'ingatá uma ré
Arrocha numa ré
Arrunha numa ré pra rural disatolá!

Ram'ingatá uma ré
Ram'ingatá numa ré
Arrunha numa ré pá rural disatolá!

U rangu'iú merol
U rangu'iú merol
Arruma u rangu'iú merol inrriba das mala!

U ranguiú merol
[...] i ús sarrabúi
Ú rangu'iú merol inrriba das mala!

Num rá lá nadá
Num rá si afoitá
U má rái li lerrá
Rocê rái si afogá!

Eu já tô rên'umá
Íchi! La'istá u má!
U má rái li lerrá
Num rá lá nadá!



Lá vem, Lá vem, Lá vem, Lá vem, Lá vem a rural*!


Arruma a mala aí
Arruma a mala aí
Arruma a mala aí, a rural vai levantar!

Arruma a mala aí
Arruma a mala aí
Arruma a mala aí, a rural vai desabar!

Vamos ver o mar
Vamos ver o mar
Vamos ver o mar: vamos é na rural!

Nós vamos é ver o mar
Vamos ver o mar
Vamos ver o mar, a rural vai desabar!


Vamos na areia não
Vamos na areia não
Vamos na areia não, a rural vai atolar! (2x)

Descer para empurrar
Descer para agarrar
Descer para empurrar e a rural desatolar!

Vamos descer para empurrar
Vamos descer para agarrar
Descer para empurrar e a rural desatolar!


Vamos engatar uma ré
Arrocha* em uma ré
Arrunha em uma ré para a rural desatolar!

Vamos engatar uma ré
Vamos engatar uma ré
Arrunha em uma ré para a rural desatolar!

O rango* e o merol
O rango e o merol
Arruma o rango e o merol encima das malas!

O rango e o merol
[..] e os sarrabulhos*
O rango e o merol encima das malas!


Não vá lá nadar
Não vá se afoitar*
O mar vai lhe levar
Você vai se afogar

Eu já estou vendo o mar
Vixe! Lá está o mar!
O mar vai lhe levar
Não vá lá nadar!



*Vocabulário:

Arrochar: apertar-se muito (Dic. Aurélio); pop. "manda vê!", "vá em frente!".
Afoitar-se: tornar-se afoito, sem medo ou corajoso; precipitar-se. (Dic. Aurélio)
Rango: comida, refeição.
Rural: esse carro que você viu no vídeo.
Sarrabulho: prato de cozinha tipicamente português. Trata-se de um guisado com os miúdos do porco ou do cabrito, ligado com sangue e geralmente temperado com cominhos.

12 de ago. de 2009

"Não falamos com brasileiros"

Visitando o canal da banda Apocalyptica, fui surpreendida pela mensagem "Este vídeo não está disponível no seu país devido a restrições de direitos autorais"em vários vídeos, por que será? Será se eles tem medo dos brasileiros copiarem alguma coisa? Mas eles não se deram bem em cima das cópias? Tá bom, dos "covers".

O canal é esse. Quem conseguir ver alguma coisa, parabéns. Só assisti o video com uma versão tenebrosa da música que eles "covearam" do Rammstein e ainda botaram uma "garfanhota" pra cantar! Eita que brasileiro é bicho descriminado...

Pra quem não acredita, aqui o print:

Foto: Reprodução YouTube.

22 de jun. de 2009

Sou jornalista em fomação

E todo jornalista que se preza, vai às ruas mostrar o que tá errado! Protesto realizado hoje (22) pela manhã, na Avenida Frei Serafim. (Sou a palhaça que está com o nariz na mão hahaha - à direita - não confundam com a que está com a mão no nariz =P)

Carta aberta


A QUEDA DO DIPLOMA NÃO FOI O INÍCIO

Antes da decisão pela não obrigatoriedade do diploma jornalístico, caiu a Lei de Imprensa, que era a única regulamentação constitucional que legislava sobre os danos morais causados por um mau exercício do jornalismo. Muitos pontos dela serviram à censura da ditadura militar, é verdade. Mas antes de esperar uma proposta de uma nova lei para regular o setor que partisse do próprio jornalismo, o Supremo Tribunal Federal aproveitou a insegurança jurídica para desqualificar “nos termos da lei” a profissão a nível acadêmico. A decisão enfraqueceu politicamente tanto a Federação Nacional do Sindicato dos Jornalistas – FENAJ, quanto às entidades civis organizadas da área de comunicação, além de ter desfocado a problemática das comunicações no Brasil hoje apenas à questão do diploma no jornalismo, acirrando rivalidades entre jornalistas e comunicadores.

DIFERENÇAS ENTRE COMUNICADOR E JORNALISTA

Jornalismo é uma profissão que consiste em lidar com notícias e divulgação de informações factuais. O Jornalismo é uma atividade de Comunicação, mas nem todo comunicador é um jornalista. A categoria dos jornalistas está lutando pelo reconhecimento das especificidades do seu trabalho, sem diminuir a importância das demais funções relacionadas à Comunicação. Os radialistas comunitários, os blogueiros e demais comunicadores que não possuem curso superior em Jornalismo não são inferiores aos graduados pela ausência de um diploma. No entanto, é necessário que seja estabelecida a diferença entre os trabalhos de cada um deles.

CASSAÇÃO DO DIPLOMA BASEADA EM UMA ARGUMENTAÇÃO FRÁGIL

Em seus argumentos fracos, todos os ministros do Supremo Tribunal Federal demonstraram o quanto uma formação aprofundada por um método científico em comunicação e jornalismo faz falta no direito. O argumento do relator do julgamento, o senhor Ministro Gilmar Mendes, ilustra bem isso: “O jornalismo é a própria manifestação e difusão do pensamento e da informação de forma contínua, profissional e remunerada”. Ora, se usarmos o critério de definição de jornalismo do STF, podemos dizer que inclusive um professor é, a rigor, um jornalista. Dar aula em uma escola não deixa de ser uma manifestação de pensamento e da informação de um professor para uma classe de alunos de forma contínua, profissional e remunerada. Da mesma forma, fomos mal defendidos pelo único voto ao nosso favor: o do Ministro Marco Aurélio, que argumentou que o jornalista “deve contar com técnica para entrevista, para se reportar, para editar, para pesquisar o que deva estampar no veículo de comunicação”. Não é só a técnica: E a reflexão sobre a técnica usada? Está alcançando realmente o que se propõe que seja jornalismo? É esse tipo de reflexão sobre a técnica que a ciência em comunicação se propõe a fazer.

OS ESTUDANTES DE JORNALISMO SÃO OS MAIS PREJUDICADOS


Se o processo de estágio sofre todas as explorações que já conhecemos, imagine agora: quantos órgãos públicos vão abrir concurso, se qualquer pessoa que escreva que eles conheçam pode ser considerado jornalista? E o processo de seleção nas empresas: se já corriam o risco de beneficiar os “parentados” ao invés de alguém que reconhecidamente se esforçou e se dedicou a todo um aprendizado, agora ficou muito pior. Qualquer um pode exercer aquele cargo no lugar de quem se descabelou no vestibular pra estar ali, porque nem há mais impedimento legal para isso! Todos sabem que EM NENHUMA PROFISSÃO a simples posse de um diploma não garante que alguém seja um bom ou mau profissional na área em que é formado. O conhecimento que temos a oportunidade de aprender, tanto no batente quanto na Universidade, é que faz a diferença. Porém, os que aprendem primeiro na Universidade terão seu direito de exercer no batente prejudicados.

É PRECISO REGULAMENTAR PRIMEIRO A COMUNICAÇÃO

Acontece que, agora, quem precisa de reformulação é o Código de Ética dos Jornalistas: se no mínimo dez delegações de sindicatos proporem uma modificação alegando necessidade de atualização jurídica, há a possibilidade de se apressar o que a FENAJ chama de Congresso Nacional de Jornalistas. Porque não reclamar de uma vez, em conjunto jornalistas (diplomados ou não), comunicadores e sociedade civil organizada pela mais que adiada Conferência Nacional de Comunicação, evitada pelos grandes empresários do setor desde ano retrasado, para que as renovações de concessões públicas de rádio e TV beneficiassem os mesmos grupos empresariais de mais de 20 anos atrás, às escondidas?

A Corte Suprema deixou os jornalistas à mercê dos interesses das empresas empregadoras ainda mais: os veículos de comunicação decidirão quem poderá ser jornalista ou não, a partir de agora. Desqualificados a Academia e o Sindicato, quem sai ganhando não é nem a liberdade de imprensa nem a de expressão: é a liberdade de empresa.

*O CACOS (Centro Acadêmico de Comunicação Social da UFPI) convoca toda a sociedade, em especial os alunos e profissionais de Comunicação e Jornalismo, para participar de um debate junto à comunidade acadêmica e representantes do sindicato, no dia 25 DE JUNHO, às 16h, no auditório do CCE (Centro de Ciências da Educação).

Mas, minha formação acadêmica me ensina que devo mostrar os dois lados. Veja aqui o que dizem os "do contra".


21 de mai. de 2009

TWP Canal 15



Nosso canal no YouTube =B Por que canal 15? Somente porque ficou entre os 15 mais vistos no domingo(17)! [me achando u.u]

Tá meio tosca a postagem pois ainda não tenho as manhas de centralizar a imagem.

Mas dá pra acompanhar direitinho ;)

Aparece por lá!

28 de out. de 2007

Iguais

A verdade em si é uma semente germinadora de traições. Ninguém, ou pelo menos pouquíssimos seres suportam a verdade. Eu sou um desses seres "insuportantes"...Veja, enquanto estou aqui lamentando por meus "leves" infortúnios, vagam por este mundo infame milhares de almas desprovidas de qualquer conforto. Isto eu sei, porém não aceito.

Condeno nossa conduta pútrida, nós burgueses nos escondendo em nossos castelos escandinavos, encenando uma vida insatisfeita para uma corte de maculados inergúmenos que nos cercam e assim progredindo no caminho do total regresso. Aprendemos a subestimar nossas próprias virtudes e dos nossos princípios tecemos uma teia cinzenta. Esculpimos um mundo conforme nós somos, não para admirá-lo, mas para dominá-lo e por fim sentirmos a personificação do poder e o corpóreo entorpecimento que o mesmo nos traz.

Eu sou alguém cercada de honras e traições, mas o que mais me degrada é exatamente essa podridão sentimental que criamos para com nossos semelhantes. Não defendo em hipótese alguma qualquer tipo de massificação. Mas o flagelo das nações é algo que vai muito além da compreenção e dos desvarios infantis de qualquer um aqui, que está confortavelmente acomodado em frente a uma máquina desenvolvida para pensar por nós.

Não passamos fome nem frio, não presenciamos a morte brutal de nossos consanguíneos e muito menos precisamos tolerar a injustiça. Aprendi e sofri com a força de uma acusação, de alguém que fala sem pensar o mínimo necessario antes. Mas foi essa força que se auto-aniquilou, diante de sua inferioridade perante a vida como um todo.

Devemos resgatar os enfermos de nosso sistema e dar-lhes água e comida, amor e ideais a serem seguidos, contestados, difundidos ou deteriorados. Por um mundo menos humano - a desumanidade é uma dádiva da razão - e menos terreno é que invoco a mão da morte às nossas injustiças sociais!