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12 de ago. de 2009

Wir sind wir


Vídeo interessantíssimo de Peter Heppner, que assisti na última aula de alemão do semestre passado. No clip, várias cenas históricas são mostradas, como a de um soldado passando por uma brecha no muro de Berlin antes de ser totalmente proibida a passagem:


Não reuni muitas informações sobre a foto - mas você pode ler um pouco mais nesse blog aqui - que falei nem sobre as outras, mas quem conhece ou já se interessou pelas guerras mundiais - no sentido pedagógico ou histórico da coisa - eis um bom vídeo com muitas imagens quase tão verídicas quanto as fotos. E pra quem saca inglês, essa aqui é a descrição do vídeo no canal de onde o retirei.

"Wir Sind Wir" ("We Are We", i.e. "We are who we are"), a Germany song) was released as a stand-alone single by Paul van Dyk in 2004. Unlike most of his other singles, this was not released on any official studio album by van Dyk. The song features Peter Heppner on vocals, and was only recorded in German, presumably because it speaks directly to Germans and Germany.

Are we the land of poets and thinkers, the land of the Wirtschaftswunder [economic wonder], the land of two world wars, the land which was divided and thereafter reunited? [1]

"Wir Sind Wir" deals with the deep feeling of emotional insecurity that permeates the German society in the early 21st century. In 2004, Germany was in an economic slump, the controversial Hartz IV law had diminished the state welfare programs, and there was a lingering feeling of division between the one-time West German and East German provinces. The fact that Germany had turned itself from a one-time pariah into a valuable friend of the Western great powers (Britain, France, the United States) and had reunited itself with the end of the Cold War were suddenly unimportant. There was little pride in being German, and patrotism was a suppressed emotion.

This is reflected in the lyrics: despite having turned "ash into gold", people were feeling angst and fear of the future (40 Jahre zogen wir an einem Strang, aus Asche haben wir Gold gemacht/ (...) was vorher war ist heute nichts mehr wert). Heppner and Van Dyk then ask, where do the Germans stand, and answer "we are we, we are one, this is just a bad period, and we won't give up" (wir sind wir/ wieder eins in einem Land/ das ist doch nur ein schlechter Lauf/ so schnell geben wir doch jetzt nicht auf).

The song is a powerful statement for all Germans that they are neither bad nor good, but just themselves (we are we). For 40 years, everything went well, and now after some bad years, it is time to stand united and face the future together. The lyrics highlight the positive qualities of German culture and society and stand as a beacon of hope.

The video shows Peter Heppner as an ageless camera man who films well-known images of German history: * The destroyed Reichstag * Bombed-out cities, a one-legged man limping on his crutches * Trümmerfrauen (rubble women) salvaging scraps in a bombed-out post-WWII city * The US "Raisin Bombers" dropping food into the starving West Berlin during the Berlin Airlift * The soccer Miracle of Bern 1954, widely considered as a watershed moment for West Germany * The building of the Berlin Wall, families crying as they were divided, the East German soldier Conrad Schumann jumping over barbed wire to defect into West Berlin (a timeless still image that captured the desperation of German Cold War division) * The German Wirtschaftswunder, with new housings, cars and a new level of luxury * The Oil Crisis * The Fall of the Berlin Wall * The rebuilt Reichstag in central Berlin

The video is a mix of new footage, and original footage where Heppner has been inserted by chroma key.

Paul van Dyk appears only twice, fleetingly on both occasions, initially reading a newspaper, and later listening to the radio in a Pilstübe (bar).

The song reached the German Top 10 and was received very favourably. Germans were touched by the hauntingly beautiful atmosphere of the song and the powerful images in the video. It left such a deep impact that Matthias Platzeck asked Heppner and Van Dyk to perform Wir sind Wir in the official 2005.

(Source: Wikipedia)



Wir sind wir - Peter Heppner

Tag um Tag, Jahr um Jahr,
Wenn ich durch diese Straßen geh',
Seh ich wie die Ruinen dieser Stadt
Wieder zu Häusern auferstehen.

Doch bleiben viele Fenster leer,
Für viele gab es keine Wiederkehr.
Und über das, was grad noch war,
Spricht man heute lieber gar nicht mehr.

Doch ich frag, ich frag mich wer wir sind.

Wir sind wir! Wir stehen hier!
Aufgeteilt, besiegt und doch,
Schließlich leben wir ja noch.

Wir sind wir! Wir stehen hier!
Das kanns noch nicht gewesen sein.
Keine Zeit zum Traurigsein.
Wir sind wir! Wir stehn' hier!
Wir sind wir!

Auferstanden aus Ruinen dachten wir,
Wir hätten einen Traum vollbracht.
40 Jahre zogen wir an einem Strang.
Aus Asche haben wir Gold gemacht.

Jetzt ist mal wieder alles anders
Und was vorher war, ist heute nichts mehr wert.
Jetzt können wir haben was wir wollen,
Aber wollten wir nicht eigentlich viel mehr?

Und ich frag, ich frag mich wo wir stehen.

Wir sind wir! Wir stehen hier!
Wieder Eins in einem Land,
Superreich und abgebrannt.

Wir sind wir! Wir stehen hier!
So schnell kriegt man uns nicht klein,
Keine Zeit zum bitter sein.
Wir sind wir! Wir stehn' hier!
Wir sind wir!

Wir sind Wir!
Aufgeteilt, besiegt und doch,
Schließlich gibt es uns ja immer noch.

Wir sind wir!
Und wir werden's überstehen,
Denn das Leben muss ja weitergehen.

Wir sind wir!
Das ist doch nur ein schlechter Lauf.
So schnell geben wir doch jetzt nicht auf.





We are we

Day by day, year by year
When I'm walking along this street
I'm seeing the ruins crowing up to houses

Many windows still stay empty
There was no return for many people
About the things what just happened
No one speaks about it anymore

But I'm still asking who we are

We're what we are
We're standing here
Divided, defeated and else
We are still alive!

We're what we are
We're standing here
It can't be over yet
No time for sadness
We're what we are
We're standing here
We're what we are

We thought 'resurrection from the ruins'
Dreams had to come true
40 years of united power
We made ashes into gold

Now everything changed
Things from the past are worthless today
Now we can get everything
But didn't we want more than that?

And I'm asking where we are

We're what we are
We're standing here
Reunited in one country
Rich and burned out

We're what we are
We're standing here
we're not going down
No time to be angry
We're what we are
We're standing here
We're what we are

We're what we are
Divided, defeated and else
Finally, we still exist!

We're what we are
We will get over it
Because life has to go on

We're what we are
This is just a bad phase
We will never give up!


Viel Spaß!

22 de jun. de 2009

Sou jornalista em fomação

E todo jornalista que se preza, vai às ruas mostrar o que tá errado! Protesto realizado hoje (22) pela manhã, na Avenida Frei Serafim. (Sou a palhaça que está com o nariz na mão hahaha - à direita - não confundam com a que está com a mão no nariz =P)

Carta aberta


A QUEDA DO DIPLOMA NÃO FOI O INÍCIO

Antes da decisão pela não obrigatoriedade do diploma jornalístico, caiu a Lei de Imprensa, que era a única regulamentação constitucional que legislava sobre os danos morais causados por um mau exercício do jornalismo. Muitos pontos dela serviram à censura da ditadura militar, é verdade. Mas antes de esperar uma proposta de uma nova lei para regular o setor que partisse do próprio jornalismo, o Supremo Tribunal Federal aproveitou a insegurança jurídica para desqualificar “nos termos da lei” a profissão a nível acadêmico. A decisão enfraqueceu politicamente tanto a Federação Nacional do Sindicato dos Jornalistas – FENAJ, quanto às entidades civis organizadas da área de comunicação, além de ter desfocado a problemática das comunicações no Brasil hoje apenas à questão do diploma no jornalismo, acirrando rivalidades entre jornalistas e comunicadores.

DIFERENÇAS ENTRE COMUNICADOR E JORNALISTA

Jornalismo é uma profissão que consiste em lidar com notícias e divulgação de informações factuais. O Jornalismo é uma atividade de Comunicação, mas nem todo comunicador é um jornalista. A categoria dos jornalistas está lutando pelo reconhecimento das especificidades do seu trabalho, sem diminuir a importância das demais funções relacionadas à Comunicação. Os radialistas comunitários, os blogueiros e demais comunicadores que não possuem curso superior em Jornalismo não são inferiores aos graduados pela ausência de um diploma. No entanto, é necessário que seja estabelecida a diferença entre os trabalhos de cada um deles.

CASSAÇÃO DO DIPLOMA BASEADA EM UMA ARGUMENTAÇÃO FRÁGIL

Em seus argumentos fracos, todos os ministros do Supremo Tribunal Federal demonstraram o quanto uma formação aprofundada por um método científico em comunicação e jornalismo faz falta no direito. O argumento do relator do julgamento, o senhor Ministro Gilmar Mendes, ilustra bem isso: “O jornalismo é a própria manifestação e difusão do pensamento e da informação de forma contínua, profissional e remunerada”. Ora, se usarmos o critério de definição de jornalismo do STF, podemos dizer que inclusive um professor é, a rigor, um jornalista. Dar aula em uma escola não deixa de ser uma manifestação de pensamento e da informação de um professor para uma classe de alunos de forma contínua, profissional e remunerada. Da mesma forma, fomos mal defendidos pelo único voto ao nosso favor: o do Ministro Marco Aurélio, que argumentou que o jornalista “deve contar com técnica para entrevista, para se reportar, para editar, para pesquisar o que deva estampar no veículo de comunicação”. Não é só a técnica: E a reflexão sobre a técnica usada? Está alcançando realmente o que se propõe que seja jornalismo? É esse tipo de reflexão sobre a técnica que a ciência em comunicação se propõe a fazer.

OS ESTUDANTES DE JORNALISMO SÃO OS MAIS PREJUDICADOS


Se o processo de estágio sofre todas as explorações que já conhecemos, imagine agora: quantos órgãos públicos vão abrir concurso, se qualquer pessoa que escreva que eles conheçam pode ser considerado jornalista? E o processo de seleção nas empresas: se já corriam o risco de beneficiar os “parentados” ao invés de alguém que reconhecidamente se esforçou e se dedicou a todo um aprendizado, agora ficou muito pior. Qualquer um pode exercer aquele cargo no lugar de quem se descabelou no vestibular pra estar ali, porque nem há mais impedimento legal para isso! Todos sabem que EM NENHUMA PROFISSÃO a simples posse de um diploma não garante que alguém seja um bom ou mau profissional na área em que é formado. O conhecimento que temos a oportunidade de aprender, tanto no batente quanto na Universidade, é que faz a diferença. Porém, os que aprendem primeiro na Universidade terão seu direito de exercer no batente prejudicados.

É PRECISO REGULAMENTAR PRIMEIRO A COMUNICAÇÃO

Acontece que, agora, quem precisa de reformulação é o Código de Ética dos Jornalistas: se no mínimo dez delegações de sindicatos proporem uma modificação alegando necessidade de atualização jurídica, há a possibilidade de se apressar o que a FENAJ chama de Congresso Nacional de Jornalistas. Porque não reclamar de uma vez, em conjunto jornalistas (diplomados ou não), comunicadores e sociedade civil organizada pela mais que adiada Conferência Nacional de Comunicação, evitada pelos grandes empresários do setor desde ano retrasado, para que as renovações de concessões públicas de rádio e TV beneficiassem os mesmos grupos empresariais de mais de 20 anos atrás, às escondidas?

A Corte Suprema deixou os jornalistas à mercê dos interesses das empresas empregadoras ainda mais: os veículos de comunicação decidirão quem poderá ser jornalista ou não, a partir de agora. Desqualificados a Academia e o Sindicato, quem sai ganhando não é nem a liberdade de imprensa nem a de expressão: é a liberdade de empresa.

*O CACOS (Centro Acadêmico de Comunicação Social da UFPI) convoca toda a sociedade, em especial os alunos e profissionais de Comunicação e Jornalismo, para participar de um debate junto à comunidade acadêmica e representantes do sindicato, no dia 25 DE JUNHO, às 16h, no auditório do CCE (Centro de Ciências da Educação).

Mas, minha formação acadêmica me ensina que devo mostrar os dois lados. Veja aqui o que dizem os "do contra".


26 de dez. de 2007

A1

"Era um típico começo de noite. O céu passava do amarelo para o abóbora, para o azul celeste, para o azul marinho. Pairava no ar aquele odorzinho de combustível queimado. Era o tal horário de 'pico', quando as pessoas voltavam de seus trabalhos ou das escolas e as ruas estão um caos, lotadas de veículos das mais diversas naturezas. Eu, na verdade, estava indo ao trabalho. Meu expediente começava às 18:30. Eu fazia a parte de fotografia e edição de imagens de um programa muito visto ultimamente, muito patrocinado e muito respeitado.

Também era responsável pela edição das notícias on line da emissora, mas isso eu podia fazer directo de minha moradia. Recebia e-mails de todo o Brasil e todo o mundo, com notícias já prontas ou com informações necessárias para eu mesma redigir uma notícia. Não confiava totalmente nas fontes cibernéticas, então sempre checava as informações, geralmente uma rápida ligação para minhas demais fontes.

A TV onde eu trabalhava ficava bem perto da casa dos meus pais, onde fora antigamente o famoso Instituto Educacional Antonino Freire, bem em frente ao Cemitério São José, ao lado de uma central do RONE. Por isso, eu passava os 15 dias de trabalho hospedada na casa deles e deixava para ficar em meu apartamento os outros 15 dias de 'folga' que eu tinha por mês - tempo em que eu era a responsável pela edição das notícias on line.

Vagava pelo caminho de ida ao meu trabalho sem ter muito no que pensar: não tinha filhos, nem animais de estimação, não tinha família constituída. Morava só 15 dias por mes, e com meus pais os demais 15 dias. Tinha apenas algumas lembranças de meus amigos, umas 'memórias de um futuro' que prometemos uns aos outros, de viagens que faríamos em breve.

Eu passava por ali em frente à 'Igreja dos Loucos' - nome que meus colegas de trabalho deram p´ro monumento - e me deparava rindo das actuações daquelas pessoas. Eles berravam muito, adoravam falar de 'Satanás' e afirmavam que o Apocalipse estava próximo.

Enquanto meu expediente não começava, eu ficava ali na praça em frente à TV. Nunca imaginei que estaria lá depois de tanto tempo, cresci lá e agora, aos 30, muita coisa tem perdido o sentido na minha vida. Como sempre, fiquei a 'descansar' meu olhar, algo que alguns chamam de distracção, outros de pensamento profundo, outros de reflexão. Eu apenas esvazio minha mente (ou ao menos chego bem próximo disso), fixando meu olhar em um ponto qualquer. Hoje fora no céu.

Uma estrela me chamava atenção. Parecia mover-se, aumentar, diminuir. Deveria ser impressão minha, meus óculos estavam na minha mesa, lá no ultimo corredor da TV e eu não me dava muito bem com lentes de contacto. Parei de descansar os olhos e comecei a piscar freneticamente... incrédula. O que diabos era aquilo que estava lá no céu?!"