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20 de set. de 2009

Alemanhamanhã

Pensei que fosse só eu que tinha essa tentação de botar um til (~) no último a de Alemanha. (Por favor, não repare no meu tema fake Mackintosh pra Windows XP hahahahahaha Conversando com a Tamarazona na hora da postagem)

Foto: Reprodução G1.
Clica na imagem pra ampliar.

18 de mar. de 2009

Sobre o Jornal Hoje

Dois fatos me chamaram a atenção alguns minutos atrás, no "Jornal Hoje".

O primeiro, pode passar desapercebido pra quem não tem noção das chamadas técnicas jornalísticas. Mas eu como estudante de jornalismo - que já estou farta dos tais "critérios de noticiablidade" e daquelas técnicas demasiadamente toscas de produção do texto - percebi que a jornalista [?] adjetivou de "monstro" o austríaco Josef Fritzl - acusado de manter a filha em cárcere por 24 anos e outras coisas que as pessoas daqui já devem "tá por dentro" - sem sequer salientar que tal "apelido carinhoso" lhe é dado na Áustria, pela população - como já consta no site do Jornal. Acredito que o primeiro "global" de quem ouvi o adjetivo referente a Fritzl foi o "senhor imperador do jornalismo brasileiro", William Boner.

Até agora, todos os professores são extremamente exigentes no que diz respeito a adjetivação presente nos textos jornalísticos: "Evite a adjetivação pois empobrece o seu texto!" Tudo bem que evitar não significa deixar de usar. Mas no caso que mencionei, achei errado.


A foto é autoexplicativa. Fonte: Realgem’s Blog

"Sim, e eu com isso?" você deve ter se perguntado. De você, eu não sei, mas de muitos estudantes de jornalismo, eu posso dizer, tomam o "padrão globo" como referência. E chamar Fritzl de "monstro" está meio "fora do padrão" até onde sei; e desconheço qualquer formato televisivo de credibilidade que se utilize de tais adjetivações sem maiores explanações.

Então, se até o modelo quase perfeito de jornalismo tem vacilado, que padrão seguir?


Condenação de Josef Fritzl: o julgamento do século. Foto: BBC


Bem, só pra constar, não estou a defender o tal austríaco. Acho ele realmente digno desse ódio que a Áustria (e o mundo) criou com relação a ele. Mas sádico ou não, Josef Fritzl é gente que nem o resto da espécie; é tão imperfeito e estúpido quanto qualquer outro ser humano. Eu inclusive discordo em chamar um cidadão desses de "desumano" pois, afinal, o que é ser humano? É sem bonzinho a vida toda? É não roubar? Não negar socorro aos moribundos dos hospitais públicos? Se para "não ser humano" basta se enquadrar na negativa dessas questões que fiz, já posso excluir - sem medo - todos os políticos e mais de 50% da classe médica da lista dos que são "seres humanos", portanto, todos serão monstros.

A outra coisa que me deixou intrigada foi que o ator Dado Dolabela foi preso... Mas não acho isso pelos motivos que você deve ter imaginado a priori! O que aconteceu foi que ele ousou por duas vezes se aproximar de sua ex-namorada, a atriz Luana Piovani, desobedecendo uma uma decisão do judicial que lhe foi dada. O trato era permanecer somente a mais de 250 metros da atriz, que prestou queixa contra Dado por motivo de agressão. Mas alguém lembra de Marina Sanches Garnero, morta a sangue frio pelo ex-namorado numa academia da Vila Romana em SP? Acho que não. Mas clique aqui e relembre, por gentileza.

Marina registrou dois boletins de ocorrência e dois termos circunstanciados contra o motoboy Marcelo Travitzki Barbosa, seu ex-namorado. Foi bem mais que uma simples queixa, não é verdade? E porque as decisões judiciais não entram em vigor nesse caso? Aliás, por que não houveram decisões judiciais?

A verdade é que a notícia só vende se for o Dado dando - ficou estranho, eu sei - uns bofetões na Piovani e, no segundo caso, só vende depois que vira tragédia. Da mesma forma, só vende se o Fritzl for chamado de monstro e se os âncoras da globo fizerem aquela carinha de quem está morrendo de aflição por causa da situação "desumana" de algumas pessoas... Pura hipocrisia.

É por essas e por outras que eu tenho me decepcionado muito com minha futura profissão.