Mostrando postagens com marcador oktoberfest. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador oktoberfest. Mostrar todas as postagens

4 de out. de 2009

Bierlexikon: mini glossário das cervejas alemãs

Relendo aqui o livro do curso de alemão - o Themen Aktuell 1, da Hueber - eu achei um texto falando de algumas cervejas alemãs e sobre os tipos de copos que devem ser usados na sua degustação. É, cada cerveja tem seu próprio tipo de copo. Ainda não entendo por que, afinal, tudo é cerveja. Mas os alemães garantem que faz toda diferença. Como está chegando o Oktoberfest, acho bem conveniente traduzir aqui pra vocês.

O texto diz que, por ano, cada alemão bebe em média 150 litros de cerveja. Uma quantidade relativamente baixa para a terra da cerveja. Dizem que eles gostam mais de café - 190 litros cada pessoa, por ano - e refrescos com água - cerca de 160 litros. Mas não vou questionar a fama alheia hoje.

Então, a primeira cerveja aqui é a minha favorita, a Altbier que, como o próprio nome já sugere, é uma cerveja mais envelhecida. Ela é escura e tem gosto meio amargo e é mais apreciada em Düsseldorf. Uma Altbier deve ser apreciada num copo reto, que nem os de whisky, só que mais comprido. Como exemplo, o livro traz a Schlosser Alt.

A próxima é a Berliner Wieße, que às vezes é misturada com framboesa ou suco de Waldmeister (quando souber o que é, eu vos digo). É uma cerveja meio avermelhada ou então esverdeada. É uma cerveja leve de gosto bem adocicado. O copo dela é na verdade uma taça meio gordinha, mas grande. A cerveja do exemplo é a Schultheiss Original Berliner Weiss.

A Bockbier é uma cerveja forte, com 5,6% de teor alcóolico. As cervejas normais tem cerca de 4,7%. Muitas tem gosot levemente adocicado. O copo dela me lembra um pouco um caixão de defunto, mais largo em cima e estrito em baixo, com as bordas levemente voltadas para dentro. A cerveja mostrada pelo livro é uma tal de Lowenbräu.

A cerveja Export é clara e tem gosto bem leve. É a cerveja que se encontra em praticamente qualquer lugar da Alemanha e certamente deve ser a mais difundida mundialmente, daí o nome Export. O copo é bem parecido com aqueles de requeijão, só que maiores.

A Köhlsch é mais degustada na região de Colônia, seu lugar de origem. Assim como a Export, é clara e leve (somente 3,7% de teor alcóolico). O copo é parecido com o da Altbier, mas é mais magro e mais alto.


A Münchener é a mais amada na região da Baviera - também, tudo que eles fazem , segundo eles próprios, "é o mais bem feito da Alemanha". Tem um gosto parecido com o da Export, mas não é tão forte. O copo desta cerveja é o mais simpático de todos. Comporta de 1/2 Litro a 1 Litro e tem um formato parecido com o da Bockbier, só que com aquela alsa, tipo uma caneca gigante.

O tipo Pils vem da República Checa, mas os alemães adoram e é também do tipo pedido em toda parte. O copo típico é em forma de taça, com o fundo quadrado e uma leve curvatura para dentro.


E a última, mas não menos saborosa, é a Weizenbier ou Weißbier. É uma cerveja clara originária da Baviera, mas produzida com sucesso tamém nas demais regiões da Alemanha - hoje em dia, todas são produzidas com sucesso em toda Alemanha. O copo é enorme e  parece um peixe.

Você encontra mais informações neste site.

Então, era isso. Não considero um post útil, mas é bem informativo! Vou tentar postar umas fotos e opiniões sobre mais tipos de cerveja quando eu for por lá de novo.

19 de set. de 2009

Pra quem pensa que Oktoberfest alemão é só álcool e putaria...

Saiu no G1 ontem: Oktoberfest de Munique proíbe fotos de bêbados e mulherem seminuas. Os jornalistas chiaram, dizendo que isso é censura, mas a organização do Festival argumentou que essa prática distorce a imagem do evento. E distorce mesmo.

No mundo todo as muitas pessoas pensam que a Baviera é um celeiro cheio de alcoólatras e fáceis loiras peitudas. Só que muitos esquecem ONDE está localizada a Baviera.


Sim, na Alemanha, onde as coisas funcionam. Podem chamar do que quiser: censura, ditadura, tirania. O que interessa é a integridade moral das pessoas. E não é discurso conservador ou caretice minha.

Dificilmente uma mulher alemã é confundida com uma prostituta quando em país estrangeiro - mesmo que ela seja; e nada contra as profissionais, contanto que não me tratem como uma. E não é só porque elas vem de um país rico, mas antes de tudo porque o país delas as respeita - assim, os outros países a respeitam também.

Agora vá eu, brasileira, chegar no aeroporto de Portugal - pffff... esse país aí, por exemplo - falando português do Brasil... é pedir pra ser mal tratada. Achei um bando de ignorantes todos os portugueses que cruzaram meu caminho naquele dia em que tive que pisar naquele lugar. E olha que não sou nem lá essas bonitonas.

Se você acha que o Brasil é só Rio de Janeiro >> Sexo >> Mulata >> Bunda >> Carnaval >> Futebol... continue achando. Ninguém vai fazer coisa alguma a respeito disso e digo até que vão incentivar suas ideias.

Agora você deve tá achando que sou uma típica blogueira: gorda, feia e mal amada, revoltada com as gostosas desse país. É, talvez eu seja. Ao menos minha revolta é por algo sério, não porque meu time perdeu ou porque não filmaram de perto o rabo da sambista.

Não é dizer que putaria existe só no Brasil, mas não tive conhecimento de um só pedaço de chão em que essa seja tão valorizada. É realmente triste.