Mostrando postagens com marcador injustica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador injustica. Mostrar todas as postagens

14 de mai. de 2009

A Mão da Morte ao Reconhecer os seus Iguais

A verdade em si é uma semente germinadora de traições. Ninguém, ou pelo menos pouquíssimos seres suportam a verdade. Eu sou um desses seres "insuportantes"...Veja, enquanto estou aqui lamentando por meus "leves" infortúnios, vagam por este mundo infame milhares de almas desprovidas de qualquer conforto. Isto eu sei, porém não aceito.

Condeno nossa conduta pútrida, nós burgueses nos escondendo em nossos castelos escandinavos,encenando uma vida insatisfeita para uma corte de maculados inergúmenos que nos cercam e assim progredindo no caminho do total regresso. Aprendemos a subestimar nossas próprias virtudes e dos nossos princípios tecemos uma teia cinzenta. Esculpimos um mundo conforme nós somos, não para admirá-lo, mas para dominá-lo e por fim sentirmos a personificação do poder e o corpóreo entorpecimento que o mesmo nos traz.

Eu sou alguém cercada de honras e traições, mas o que mais me degrada é exatamente essa podridão sentimental que criamos para com nossos semelhantes. Não defendo em hipótese alguma qualquer tipo de massificação. Mas o flagelo das nações é algo que vai muito além da compreenção e dos desvarios infantis de qualquer um aqui, que está confortavelmente acomodado em frente a uma máquina desenvolvida para pensar por nós.

Não passamos fome nem frio, não presenciamos a morte brutal de nossos consanguíneos e muito menos precisamos tolerar a injustiça. Aprendi e sofri com a força de uma acusação, de alguém que fala sem pensar o mínimo necessario antes. Mas foi essa força que se auto-aniquilou, diante de sua inferioridade perante a vida como um todo.

Devemos resgatar os enfermos de nosso sistema e dar-lhes água e comida, amor e ideais a serem seguidos, contestados, difundidos ou deteriorados. Por um mundo menos humano - a desumanidade é uma dádiva da razão - e menos terreno é que invoco a mão da morte aos ideais corrompidos!

[Sábado, 08 julho de 2006]

Uma Segunda Concepção

Uma continuação do post "Crie seus próprios conceitos".


A vida é muito "merda", de fato, no pior sentido de "merda" existente. É estranho decair de tal modo em relação ao vernáculo que costumo utilizar. Algumas circunstâncias pedem determidas palavras tão sujas quanto elas.

Diretamente falando,por que nunca somos feilzes? O que na verdade a felicidade? Sim pois sempre que me sinto invadida por algo semelhante a tal sentimento acontece algo me me põe de encontro às minhas lamúrias iniciais.

Posso não representar nada para ninguém. Até mesmo aqui,quem se importa comigo?Quem acredita no que falo? E o que mais me icomoda : quem me aceita como eu sou? É evidente que não há necessidade de alguém tentar me responder...Não se incomode, por favor. Apenas preciso vomitar palavras em vão para aliviar minhas náuseas sentimentais.

Nunca encontrarei ninguém pronto o suficiente a ponto de aguentar ouvir, sem demais receios, a verdade. A cada dia que passa tenho mais e mais provas de que nada vos tenho a dizer, meus amigos. Nunca gostei de machucar ninguém. Sou uma pessoa extremante infeliz por destruir da pior forma: com palvavras.

Não consigo falar sem que haja por trás de meus dizeres serpentes impiedosas, que fogem ao meu controle. Apenas não entendo a razão pela qual eu minha martirização agrada a muitos.

Talvez porque tive uma infância frustrante, não por ser odiada, mas por ser excluída até mesmo nos pequenos detalhes. Ser defeituosa fisicamente não é um bom sinal neste mundo, talvez nem pra mim. Vi durante toda uma vida o olhar de desprezo de muita gente...Se tive dificuldades ao nascer, este deveria sem um bom motivo para não forçarem minha chegada.

Contudo, nem mesmo a aliança entre uma infância solitária e desprezível é capaz de me deixar mais triste do que os acontecimentos recentes. Eu tinha alguns amigos. Uma experiência marcante, boa, confortável. Mas, como sempre, dei um jeito de afastá-los com minhas "ironias". Alguns ainda persistem em manter a amizade comigo, mas eu sigo sempre com medo de estragar tudo...Enquanto isso,como um gato preto no breu noturno eu caminho despercebida e sem rumo, levada pela certeza que todos nós temos em comum.

A mensagem que quero passar hoje é que não devemos nunca confiar em ninguém sem que antes provem sua confiança em nós. Caso isso ocorra,não seja rude com essas pessoas. E que se você estiver muito feliz, prepare-se para algo muito ruim, pois a vida adora nos ofertar suas rosas para que nós possamos nos ferir em seus espinhos.

[Domingo, 18 junho de 2006]

28 de out. de 2007

Iguais

A verdade em si é uma semente germinadora de traições. Ninguém, ou pelo menos pouquíssimos seres suportam a verdade. Eu sou um desses seres "insuportantes"...Veja, enquanto estou aqui lamentando por meus "leves" infortúnios, vagam por este mundo infame milhares de almas desprovidas de qualquer conforto. Isto eu sei, porém não aceito.

Condeno nossa conduta pútrida, nós burgueses nos escondendo em nossos castelos escandinavos, encenando uma vida insatisfeita para uma corte de maculados inergúmenos que nos cercam e assim progredindo no caminho do total regresso. Aprendemos a subestimar nossas próprias virtudes e dos nossos princípios tecemos uma teia cinzenta. Esculpimos um mundo conforme nós somos, não para admirá-lo, mas para dominá-lo e por fim sentirmos a personificação do poder e o corpóreo entorpecimento que o mesmo nos traz.

Eu sou alguém cercada de honras e traições, mas o que mais me degrada é exatamente essa podridão sentimental que criamos para com nossos semelhantes. Não defendo em hipótese alguma qualquer tipo de massificação. Mas o flagelo das nações é algo que vai muito além da compreenção e dos desvarios infantis de qualquer um aqui, que está confortavelmente acomodado em frente a uma máquina desenvolvida para pensar por nós.

Não passamos fome nem frio, não presenciamos a morte brutal de nossos consanguíneos e muito menos precisamos tolerar a injustiça. Aprendi e sofri com a força de uma acusação, de alguém que fala sem pensar o mínimo necessario antes. Mas foi essa força que se auto-aniquilou, diante de sua inferioridade perante a vida como um todo.

Devemos resgatar os enfermos de nosso sistema e dar-lhes água e comida, amor e ideais a serem seguidos, contestados, difundidos ou deteriorados. Por um mundo menos humano - a desumanidade é uma dádiva da razão - e menos terreno é que invoco a mão da morte às nossas injustiças sociais!