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17 de set. de 2011

Mapeando leitores violentos do G1

Fonte: Reprodução G1.

O mapa indicará também relatos de crimes feitos por você leitor. Entende? Não é porque você é um leitor do G1 que seus crimes não devem ser indicados no mapa disponível nesta notícia.

26 de mai. de 2010

Preparar - apontar - fogo!!

A marcha rumo a guerra mor do Brasil tem apertado cada vez mais o passo. Eleições estão bem aí e agora vale tudo pra abitolar a galera alheia à situação. Agora que estudei um pouco sobre análise de discursos (AD) - meio que forçosamente pra um trabalho de um certo adorável professor, temido por todos alunos de jornalismo da UFPI - eu fico procurando enunciadores em tudo que vejo por ai. Apesar de achar que a lorota da AD é inútil pra quase tudo - não venha me convencer que você pode mudar alguma coisa com isso, porque não pode e pronto - algumas coisas curiosas tem se mostrado intencionalmente pra mim esses tempos, tipo uma foto dos candidatos a presidência de 2010 na chamada desta matéria do G1. Essa foto está nas chamadas da página inicial do G1 a não sei quanto tempo e sempre me atiçou a curiosidade. Hoje resolvi falar dela. Eis a dita cuja:

Segue a linha respectivamente: Esquerda, direita, esquerda.

Não sei se foram invertidas, mas a posição das mãos do pessoal ai "denunciam" suas respectivas posturas políticas, não é engraçado? Além disso, enquanto os dois primeiros candidatos, a contar da esquerda, apontam o dedo pra cima, a última abre a palma da mão como se fosse dar um tapa em alguém, além de direcionar a mão para baixo.

Isso pode ser uma mensagem subliminar do G1 pra dizer que os dois primeiros até podem ajudar no progresso do país, mas a última só vai criar o caos, vai dar um bofete tão grande na nossa pátria que nem consegue disfarçar. E esse bofete vai atrasar o país. Como se diria na AD, são enunciadores que se posicionam na imagem pra afirmar a posição partidária dos candidatos - esquerda ou direita - e enunciadores que se posicionam afirmando seu parecer sobre quais candidatos eles apóiam e quais eles discordam. E blá blá blá dialogismo enunciação sentido num sei das quantas.

E olhem só a subliminar da intenção de voto:




Mas que diabos é isso afinal? Desde quando a Globo "atira pra tudo quanto é lado"? Isso ainda não sei, pois não cogitei sobre as vantagens que os respectivos candidatos trariam a mencionada empresa de comunicação. Mas uma coisa é certa: já prepararam, já apontaram...agora falta o fogo. Vamos esperar, que aí tem.


19 de jan. de 2010

Por que nao ser jornalista - parte 1

Porque agora todo mundo odeia o Boris e daqui a uns tempos vao odiar todos os jornalistas. Avalanche opinativa: siga os outros, é mais fácil ;) E claro, por esse outro motivo:



Comentários do post Boris Casoy ofende garis ao vivo no “Jornal da Band”, do Blog Sedentário & Hiperativo.

9 de nov. de 2009

Meus queridos admiradores de Jesus





Não é que saiu no jornal mesmo? Foi uma crônica que publiquei aqui há alguns meses. Aí reaproveitei como trabalho da disciplina Tópicos Especiais em Comunicação e foi a sorteada do dia pra sair na coluna de opinião do O Dia.

23 de out. de 2009

O fenômeno revoltante Dada Coelho

Saiu num certo site jornalístico de credibilidade duvidosa - e qual não é? - sob o título O Piauí merece respeito escrito por um senhor chamado Toni Rodrigues. Existem outros manifestos de revolta, como este de um site de Oeiras. Mas vamos ao mais cômico:

Não basta convivermos com a incompetência do governo, com a tirania dos partidos políticos e com a preguição e falta de visão do empresariado.

Temos agora que conviver também com o deboche, que imaginava-se ser coisa do passado.

Na madrugada de hoje, a humorista piauiense Dadá Coelho, natural de Floriano e que reside no Maranhão há vários anos, foi entrevistada no "Programa do Jô", da Rede Globo.

Ela disse, entre outras coisas, que no Piauí ou se é servidor público, funcionário do Armazém Paraíba ou então as mulheres engravidam para se sentirem valorizadas.

Declarou: "Se uma criança chega aos oito anos com dente é premiada." Dadá foi infeliz em suas declarações porque determinados problemas não acontecem apenas no Piauí e essa questão do desemprego afeta todo o país -- alguns estados em maior ou menor quantidade.

Na verdade, falta respeito ao estado. Nisso, culpo os governantes que poderiam ser embaixadores da decência ao invés de falsos propagandistas.

Dadá Coelho é uma vítima do desconhecimento sobre o Piauí, onde existem potencialidades. São muitas e poderiam ser utilizadas para melhorar nossas condições de vida.

Infelizmente, vivemos num estado rico de população empobrecida.

Carecemos de melhoria? Sim, em vários setores, mas não é por causa disso que vamos admitir o deboche.

Se fosse assim, poderíamos criticar a falta de senso do ridículo da comediante florianense porque ela saiu do segundo estado mais pobre para viver no efetivamente MAIS pobre da Federação -- que é o Maranhão; nem por isso os maranhenses devem ser defenestrados.

Defenestre-se aqueles que o gerenciam com olhos voltados para o lucro pessoal e ignorando completamente a necessidade de se investir na coletividade.

Lamenta-se que atitudes como a de Dadá Coelho, claramente inspiradas na incompetência dos nossos governos, na tirania dos partidos políticos aqui existentes e na cegueira dos nossos empresários, terminem se transformando em realidade para muitos que não conhecem a realidade em que vivemos -- e a disposição para o trabalho da grande maioria dos piauienses.

Como sempre, vou postar o mais interessante, que são os comentários:

3-10-2009 às 10:33:27
De: Welson  (IP - 200.198.194.114)
Palhaçada!

Dadá Coelho.... tão desconhecida que errei o nome!

23-10-2009 às 10:31:09
De: welson  (IP - 200.198.194.114)
Humorista ridícula!

Talvez seja por isso que ninguém conhece essa tal Dalva Coelho...

23-10-2009 às 10:21:05
De: Erick Muniz  (IP - 201.57.163.44)
Imbecilidade

Essa moça merece total menosprezo por nós piauiense justamente por se dizer piauiense. É vergonhoso alguém viver da criatividade e não ter criatividade suficiente para fazer humor sem menosprezar alguma coisa, ainda mais o próprio berço. Mas quem cos

Pois bem. Não sei qual tipo de irracionalidade mórbida move as pessoas para tal discussão inútil. Todos falam mal do Piauí e de qualquer outro lugar. Falam mal de si mesmos. Tudo em prol da arte do humor. Mas esse não é o ponto que eu quero enfatizar.

A verdade é que estamos sim num lugar esquecido, cheio de hipocrisia e dominado por um grupinho de famílias que ajuda a manter a mente pequena de um povo ignorante e sem perspectiva de futuro. Eu acho que essa tal de Dada foi até muito soft com os comentários dela e dou a ela total apoio ideológico.

E os  idiotas daqui deveriam criar vergonha na cara e se revoltar também, no intuito de trazer alguma mudança positiva. Mas ao invés disso ficam revoltados com alguns poucos que tem bom senso.

O comentário mais ou menos foi o do tal de Erick Muniz, quando ele fala que é "vergonhoso alguém viver da criatividade e não ter criatividade suficiente para fazer humor sem menosprezar alguma coisa, ainda mais o próprio berço."

E os milhares que vivem sem criatividade, que respeitam o "berço" e as tradições e os deuses? Onde estão? Passando fome e humilhação.

Já que temos potencialidades, porque a nossa desgraça vende mais que nossa virtude? Será porque não temos a tal virtude? Será culpa do governo? É culpa do Claudino? De algum Tajra? Não. É culpa sua mesmo, piauiense.

Continua...

10 de set. de 2009

Laboratório de TV Feevale - Cyber Cubo: Entrevista com Adriana Amaral

Taí uma pesquisadora que foge daquela chatisse acadêmica e traz umas noções muito boas - estou mentindo; são noções fascinantes! - em seus achados. A encontrei no semestre passado, enquanto buscava alguns autores em comunicação que tivessem algo a ver com Nietzsche - nunca esquecerei a dica da profª Jacque Dourado: conviva com seu autor preferido.

Achei que isso não existia, mas simplesmente achei a melhor autora de todos os tempos! Depois vou tentar saber mais coisas dela e vou postar aqui (imagine ter uma mulher dessas como orientadora em sua tese sobre comunicação e web!!!)

By the way: espiem só o "programinha" dessa facul aí. A UFPI é um zero murcho.











8 de set. de 2009

Web 3.0

Achei interessante o jeito que ele explica. Assim que tiver um tempo e um pouco de paciência, vou traduzir pro pessoal da prática de Web da UFPI.

6 de set. de 2009

Coisa de gente insistente

Agora sou monitora da disciplina de Web da UFPI. Ai sabem como é, não consigo simplesmente assinar um papel e ir emmbora. Também tenho uma certa dificuldade em me expressar objetivamente em certos casos. Então criei um blog chamado Webjornal UFPI pra explicar pros alunos como funciona o Blogger. Coisa básica, somente - não sou tão geek assim.

Também criei um Twitter pra postar as novidades do blog. Acho que essas são contribuições mais favoráveis, uma vez que não sou muito boa em explicar as coisas em meio a um caos de gente que tem que vocalizar o mais simples pensamento. Eu admiro as pessoas que pensam; já as que falam demais... me dão um certo desgosto e impaciência. E quando essas que falam demais estão exponencialmente multiplicadas em um ambiente fechado, da pra imaginar o distúrbio que causa num ser quieto como eu.

Não digo que elas falam demais por pura falta de educação ou por grosseria. É pura curiosidade mesmo; e pura interação grupal, eu entendo. Não é culpa delas o fato de eu não simpatizar muito com as multidões, é?

Enfim, eu só ia postar os endereços e já escrevi um conto. Tá na hora de uma pausa =)

Vou pensar num texto sobre links e vou postar lá. Depois volto pra minha revolta íntima. Deixe-me curtir o "manto da estupidez" um pouco.

22 de jun. de 2009

Sou jornalista em fomação

E todo jornalista que se preza, vai às ruas mostrar o que tá errado! Protesto realizado hoje (22) pela manhã, na Avenida Frei Serafim. (Sou a palhaça que está com o nariz na mão hahaha - à direita - não confundam com a que está com a mão no nariz =P)

Carta aberta


A QUEDA DO DIPLOMA NÃO FOI O INÍCIO

Antes da decisão pela não obrigatoriedade do diploma jornalístico, caiu a Lei de Imprensa, que era a única regulamentação constitucional que legislava sobre os danos morais causados por um mau exercício do jornalismo. Muitos pontos dela serviram à censura da ditadura militar, é verdade. Mas antes de esperar uma proposta de uma nova lei para regular o setor que partisse do próprio jornalismo, o Supremo Tribunal Federal aproveitou a insegurança jurídica para desqualificar “nos termos da lei” a profissão a nível acadêmico. A decisão enfraqueceu politicamente tanto a Federação Nacional do Sindicato dos Jornalistas – FENAJ, quanto às entidades civis organizadas da área de comunicação, além de ter desfocado a problemática das comunicações no Brasil hoje apenas à questão do diploma no jornalismo, acirrando rivalidades entre jornalistas e comunicadores.

DIFERENÇAS ENTRE COMUNICADOR E JORNALISTA

Jornalismo é uma profissão que consiste em lidar com notícias e divulgação de informações factuais. O Jornalismo é uma atividade de Comunicação, mas nem todo comunicador é um jornalista. A categoria dos jornalistas está lutando pelo reconhecimento das especificidades do seu trabalho, sem diminuir a importância das demais funções relacionadas à Comunicação. Os radialistas comunitários, os blogueiros e demais comunicadores que não possuem curso superior em Jornalismo não são inferiores aos graduados pela ausência de um diploma. No entanto, é necessário que seja estabelecida a diferença entre os trabalhos de cada um deles.

CASSAÇÃO DO DIPLOMA BASEADA EM UMA ARGUMENTAÇÃO FRÁGIL

Em seus argumentos fracos, todos os ministros do Supremo Tribunal Federal demonstraram o quanto uma formação aprofundada por um método científico em comunicação e jornalismo faz falta no direito. O argumento do relator do julgamento, o senhor Ministro Gilmar Mendes, ilustra bem isso: “O jornalismo é a própria manifestação e difusão do pensamento e da informação de forma contínua, profissional e remunerada”. Ora, se usarmos o critério de definição de jornalismo do STF, podemos dizer que inclusive um professor é, a rigor, um jornalista. Dar aula em uma escola não deixa de ser uma manifestação de pensamento e da informação de um professor para uma classe de alunos de forma contínua, profissional e remunerada. Da mesma forma, fomos mal defendidos pelo único voto ao nosso favor: o do Ministro Marco Aurélio, que argumentou que o jornalista “deve contar com técnica para entrevista, para se reportar, para editar, para pesquisar o que deva estampar no veículo de comunicação”. Não é só a técnica: E a reflexão sobre a técnica usada? Está alcançando realmente o que se propõe que seja jornalismo? É esse tipo de reflexão sobre a técnica que a ciência em comunicação se propõe a fazer.

OS ESTUDANTES DE JORNALISMO SÃO OS MAIS PREJUDICADOS


Se o processo de estágio sofre todas as explorações que já conhecemos, imagine agora: quantos órgãos públicos vão abrir concurso, se qualquer pessoa que escreva que eles conheçam pode ser considerado jornalista? E o processo de seleção nas empresas: se já corriam o risco de beneficiar os “parentados” ao invés de alguém que reconhecidamente se esforçou e se dedicou a todo um aprendizado, agora ficou muito pior. Qualquer um pode exercer aquele cargo no lugar de quem se descabelou no vestibular pra estar ali, porque nem há mais impedimento legal para isso! Todos sabem que EM NENHUMA PROFISSÃO a simples posse de um diploma não garante que alguém seja um bom ou mau profissional na área em que é formado. O conhecimento que temos a oportunidade de aprender, tanto no batente quanto na Universidade, é que faz a diferença. Porém, os que aprendem primeiro na Universidade terão seu direito de exercer no batente prejudicados.

É PRECISO REGULAMENTAR PRIMEIRO A COMUNICAÇÃO

Acontece que, agora, quem precisa de reformulação é o Código de Ética dos Jornalistas: se no mínimo dez delegações de sindicatos proporem uma modificação alegando necessidade de atualização jurídica, há a possibilidade de se apressar o que a FENAJ chama de Congresso Nacional de Jornalistas. Porque não reclamar de uma vez, em conjunto jornalistas (diplomados ou não), comunicadores e sociedade civil organizada pela mais que adiada Conferência Nacional de Comunicação, evitada pelos grandes empresários do setor desde ano retrasado, para que as renovações de concessões públicas de rádio e TV beneficiassem os mesmos grupos empresariais de mais de 20 anos atrás, às escondidas?

A Corte Suprema deixou os jornalistas à mercê dos interesses das empresas empregadoras ainda mais: os veículos de comunicação decidirão quem poderá ser jornalista ou não, a partir de agora. Desqualificados a Academia e o Sindicato, quem sai ganhando não é nem a liberdade de imprensa nem a de expressão: é a liberdade de empresa.

*O CACOS (Centro Acadêmico de Comunicação Social da UFPI) convoca toda a sociedade, em especial os alunos e profissionais de Comunicação e Jornalismo, para participar de um debate junto à comunidade acadêmica e representantes do sindicato, no dia 25 DE JUNHO, às 16h, no auditório do CCE (Centro de Ciências da Educação).

Mas, minha formação acadêmica me ensina que devo mostrar os dois lados. Veja aqui o que dizem os "do contra".


21 de mai. de 2009

TWP Canal 15



Nosso canal no YouTube =B Por que canal 15? Somente porque ficou entre os 15 mais vistos no domingo(17)! [me achando u.u]

Tá meio tosca a postagem pois ainda não tenho as manhas de centralizar a imagem.

Mas dá pra acompanhar direitinho ;)

Aparece por lá!

7 de mai. de 2009

Aos que se fazem com a desgraça alheia

Para quem esqueceu, as eleições presidenciais e das prefeituras vem aí. E tem um pessoal que achou ma-ra-vi-lho-sa essa enchente em Teresina. Preciso dizer quem são? Estão todos muuuuuuuuuito bonzinhos, solidários, ajudando, "nadando" pelas ruas, tudo muito bonitinho.

Nas secretarias municipais e estaduais, funcionários fantasmas reviveram - olhe só que incrível - e estavam todos muuuuuuuuuito solidários aos enfermos da fúria da natureza.

A imprensa falada, escrita, berrada, copiada...enfim, a massa estava lá, documentando, informando - como eles gostam de dizer.

Revolta-me esta pseudo-solidariedade toda, é simplesmente nojento. Mais ainda, é revoltante a briga pelo poder, transmitida em todo território piauiense, assim, como quem espetaculariza feliz a própria decadência.

É papel da imprensa denunciar e lembrar ao povo de que essa hipocrisia toda já era. Mas a imprensa aqui, neste fim de Brasil, é o próprio alicerce da corrupção.

Se o segredo da felicidade é ter uma memória fraca e boa saúde, vos asseguro, Ó, meus amiguinhos, que sua humilde narradora está prestes a falecer.

Lembremos todos nós destes fantasmas que só apareceram agora, para se promoverem com a desgraça alheia, e NÃO VOTEMOS neles! E mais: contestem o que é dito pela imprensa local. Nem tudo é o que parece, ou melhor, o que aparece ao ser.

Teresina Web Press


Vamos inaugurar amanhã o blog de notícias do nosso grupo de Webjornalismo da UFPI. O blog vai funcionar no lugar do portal, que nunca ficou pronto e talvez nem fique. Serão sete dias de postagens que irão das 7:00h as 23:00h, uma vez por semana.

O nome do blog é Teresina Web Press (TWP) e já tem canal no You Yube e álbum de fotos no Picasa, pra complementar os recursos midiáticos usados pelo blog.

Então, você que estiver meio desocupado qualquer dia desses, passa lá e confere o que tem acontecido aqui na "terra do sol" (e agora da água).

25 de mar. de 2009

Para refletir...

"Imprensa, o seu papel é o de excitar e inflamar as paixões entre o povo [...] E o público está muito longe de poder imaginar quem é o primeiro beneficiário da imprensa. [...] A imprensa nos será uma boa ferramenta para oferecer aos homens tantas opiniões diferentes que eles perderão qualquer visão global e se perderão no labirinto das informações. [...]Assim, eles chegarão à conclusão que o melhor é não ter opinião (política)."

FONTE Realidade Oculta

18 de mar. de 2009

Sobre o Jornal Hoje

Dois fatos me chamaram a atenção alguns minutos atrás, no "Jornal Hoje".

O primeiro, pode passar desapercebido pra quem não tem noção das chamadas técnicas jornalísticas. Mas eu como estudante de jornalismo - que já estou farta dos tais "critérios de noticiablidade" e daquelas técnicas demasiadamente toscas de produção do texto - percebi que a jornalista [?] adjetivou de "monstro" o austríaco Josef Fritzl - acusado de manter a filha em cárcere por 24 anos e outras coisas que as pessoas daqui já devem "tá por dentro" - sem sequer salientar que tal "apelido carinhoso" lhe é dado na Áustria, pela população - como já consta no site do Jornal. Acredito que o primeiro "global" de quem ouvi o adjetivo referente a Fritzl foi o "senhor imperador do jornalismo brasileiro", William Boner.

Até agora, todos os professores são extremamente exigentes no que diz respeito a adjetivação presente nos textos jornalísticos: "Evite a adjetivação pois empobrece o seu texto!" Tudo bem que evitar não significa deixar de usar. Mas no caso que mencionei, achei errado.


A foto é autoexplicativa. Fonte: Realgem’s Blog

"Sim, e eu com isso?" você deve ter se perguntado. De você, eu não sei, mas de muitos estudantes de jornalismo, eu posso dizer, tomam o "padrão globo" como referência. E chamar Fritzl de "monstro" está meio "fora do padrão" até onde sei; e desconheço qualquer formato televisivo de credibilidade que se utilize de tais adjetivações sem maiores explanações.

Então, se até o modelo quase perfeito de jornalismo tem vacilado, que padrão seguir?


Condenação de Josef Fritzl: o julgamento do século. Foto: BBC


Bem, só pra constar, não estou a defender o tal austríaco. Acho ele realmente digno desse ódio que a Áustria (e o mundo) criou com relação a ele. Mas sádico ou não, Josef Fritzl é gente que nem o resto da espécie; é tão imperfeito e estúpido quanto qualquer outro ser humano. Eu inclusive discordo em chamar um cidadão desses de "desumano" pois, afinal, o que é ser humano? É sem bonzinho a vida toda? É não roubar? Não negar socorro aos moribundos dos hospitais públicos? Se para "não ser humano" basta se enquadrar na negativa dessas questões que fiz, já posso excluir - sem medo - todos os políticos e mais de 50% da classe médica da lista dos que são "seres humanos", portanto, todos serão monstros.

A outra coisa que me deixou intrigada foi que o ator Dado Dolabela foi preso... Mas não acho isso pelos motivos que você deve ter imaginado a priori! O que aconteceu foi que ele ousou por duas vezes se aproximar de sua ex-namorada, a atriz Luana Piovani, desobedecendo uma uma decisão do judicial que lhe foi dada. O trato era permanecer somente a mais de 250 metros da atriz, que prestou queixa contra Dado por motivo de agressão. Mas alguém lembra de Marina Sanches Garnero, morta a sangue frio pelo ex-namorado numa academia da Vila Romana em SP? Acho que não. Mas clique aqui e relembre, por gentileza.

Marina registrou dois boletins de ocorrência e dois termos circunstanciados contra o motoboy Marcelo Travitzki Barbosa, seu ex-namorado. Foi bem mais que uma simples queixa, não é verdade? E porque as decisões judiciais não entram em vigor nesse caso? Aliás, por que não houveram decisões judiciais?

A verdade é que a notícia só vende se for o Dado dando - ficou estranho, eu sei - uns bofetões na Piovani e, no segundo caso, só vende depois que vira tragédia. Da mesma forma, só vende se o Fritzl for chamado de monstro e se os âncoras da globo fizerem aquela carinha de quem está morrendo de aflição por causa da situação "desumana" de algumas pessoas... Pura hipocrisia.

É por essas e por outras que eu tenho me decepcionado muito com minha futura profissão.


26 de jun. de 2008

Guerra do Fogo




Nome original: La Guerre du feu
Ano: 1981
Local: França e Canadá
Diretor: Jean-Jacques Annaud
Roteiro: J.H. Rosny Sr e Gérard Brach
Principais atores: Everett McGill (Naoh), Ron Perlman (Amoukar), Nicholas Kadi (Gaw), Rae Dawn Chong (Ika)


O filme “Guerra do Fogo” conta a história dos homens do período paleolítico em seus primeiros intentos tecno-evolutivos. Naoh, Amoukar e Gaw são homens que fazem parte de uma tribo de Homo sapiens neanderthalensis. Certo dia, seu grupo foi atacado por um outro grupo evolutivo rival, os Homo erectus, que forjou a emboscada com o objetivo de roubar o fogo da tribo dos homens de neanderthal. Com o massacre de sua tribo, os três fogem primeiramente para tentar buscar proteção, depois tomam como objetivo a recuperação do tesouro roubado. Abordando uma concepção sócio-histórica do homem – na qual os primeiros homens construíram suas relações sociais – o filme tem como principal tema essa disputa pelo fogo entre as primeiras comunidades tribais, embora não se limite a apresentar enfaticamente o assunto.


O fascínio pelas chamas era diretamente ligado à necessidade de sobrevivência de cada grupo, pois além de mantê-los aquecidos durante os períodos mais frios, serviam de defesa contra os outros animais e até preparo de alimentos. Atacando-se e defendendo-se com o uso de paus e pedras para evitar a perda do fogo, os homens mantinham-no dentro de uma espécie de gaiola, tentando sempre mantê-lo aceso.


A principal intenção do filme é mostrar a construção de formas culturais diferentes que, apesar de eclodirem relativamente no mesmo território e período histórico, distinguiram-se num vivo e intenso processo de evolução. As tribos rivais, por exemplo, eram distintas tanto nas questões de estrutura corporal – os Homo erectus eram mais similares aos primatas enquanto os Homo sapiens neanderthalenis tinham menos pêlos e já usavam vestimentas feitas com peles de animais – quanto nos padrões comportamentais. Apesar de terem em comum o nomadismo¹, uns eram menos violentos e mais defensivos (neanderthalensis) e outros mais ofensivos (erectus) e praticavam canibalismo.


Em relação a forma de comunicação, os personagens demonstravam suas idéias através de urros, gestos, gritos e comportamentos bastante semelhantes aos dos macacos. Com a vida em grupo, o trio aprende a trabalhar em equipe, até mesmo para garantir sua própria defesa. Eles se mantêm unidos por um longo caminho, até chegarem à um acampamento abandonado. Ali, Naoh e seus companheiros encontram uma mulher chamada Ika – que fora feita prisioneira pela tribo canibal – pertencente à uma terceira tribo evolutiva, os Homo sapiens sapiens.Ela passa a seguí-los e com ela Naoh teve relações sexuais similares ao acasalamento dos outros animais², principalmente em relação a posição adotada – a popularmente conhecida como “posição cachorrinho”. Ika os acompanha até certo ponto e, apesar de tentar persuadí-los a segui-la até sua tribo, não obtém sucesso.


A tribo da mulher já possuía um certo tipo de linguagem falada, bem como atividades motoras mais evoluídas, o que os propiciou habilidade suficiente para confecção de objetos bem como a construção de pequenas casas.


Em certo momento, o trio acaba se separando. Coincidentemente, Naoh cai em um terreno movediço e é resgatado pelos membros da tribo de Ika. Por ser considerado forte, com bons dentes e bom aparelho genital, Naoh é posto para acasalar com as demais mulheres da tribo, principalmente com as consideradas mais fortes. O objetivo era gerar descendentes mais resistentes, propiciando assim a perpetuação da espécie e uma melhoria genética, baseada no empirismo vivido por eles através da lei da natureza: a lei dos mais fortes.


Nesse momento do filme começam a surgir os primeiros indícios de sentimentalismo humano. Ika, ao ver Naoh com outras mulheres, demonstra algo semelhante a ciúmes, passando a observá-lo sempre que tinha uma chance. Além disso, ela desenvolve um afeto por ele, tanto que rejeitava as intenções de acasalamento com os outros machos e aceitava somente com Naoh.


Com o tempo de convivência na tribo de Ika, Naoh descobre que essa comunidade possuía o domínio do fogo, no que se refere ao controle e “fabricação” das chamas. O momento simboliza o florescer da razão humana e da tecnologia, a descoberta mais importante que marca os últimos tempos de uma era³ e o princípio de outra.


Recomendado para aulas bem chatas sobre Psicologia e Comunicação.


_________________________________________


¹Entenda-se por nomadismo a procura de locais mais seguros e com mais alimentos e não apenas uma escolha aleatória.

²A diferenciação entre as relações sexuais dos seres humanos em relação as dos outros animais se deu a partir do momento em que o homem passa a se relacionar não somente com o intento de reproduzir-se, mas também de ter prazer.

³A descoberta do fogo marcou a passagem do período Paleolítico para o Neolítico.

22 de mar. de 2008

Uma conversa Filosófica sobre revistas

Munin ((lendo)) says:

imprimi aqui o artigo do homem coisando a Veja

I'm a weirdo says:

iiiiiiiiiiiiii

I'm a weirdo says:

o que eu coloquei no orkut?

Munin ((lendo)) says:

(Y)

Munin ((lendo)) says:

vou aderir ao coiso da Veja

Munin ((lendo)) says:

adoro ser do contra

Munin ((lendo)) says:

huhu

I'm a weirdo says:

ao coiso da Veja?

I'm a weirdo says:

como assim?

I'm a weirdo says:

ir contra a Veja?

Munin ((lendo)) says:

mermão que homem do mal!

Munin ((lendo)) says:

miau

Munin ((lendo)) says:

assim

Munin ((lendo)) says:

esses diabos são todos podres

Munin ((lendo)) says:

a mídia em geral é podre

Munin ((lendo)) says:

eles reclamam de governo, de politico e do diabo a 4

I'm a weirdo says:

hum

Munin ((lendo)) says:

mas são essas classes que injetam dinheiro neles, saca?

I'm a weirdo says:

sim sim

Munin ((lendo)) says:

e a Veja foi coisada porque se aproveitou da antipatia da classe média empresarial contra o governo do PT

Munin ((lendo)) says:

acho que esse foi um governo tão lalau quanto os outros, mas convenhamos: melhorou um cadim oh''

I'm a weirdo says:

a Veja vai atras do que a convém

I'm a weirdo says:

ou seja, se convém a ela proteger o fhc, ela o fará

I'm a weirdo says:

assim como convém a ela bater na cara do governo atual

Munin ((lendo)) says:

principalmente pro povo pobre. tá certo que o povo diz que é esmola, criação de círculo de dependência, mas pelo menos a galera ta comendo e estudando mais

I'm a weirdo says:

sim sim

I'm a weirdo says:

miau tem razão

I'm a weirdo says:

mas o que está em questão né nem isso

I'm a weirdo says:

o negocio

Munin ((lendo)) says:

o problema não é só a Veja

I'm a weirdo says:

é a revista que se diz a defensora do olhar brasileiro

Munin ((lendo)) says:

todo mundo tem culpa

I'm a weirdo says:

'sair em defesa' de um ou de outro

I'm a weirdo says:

saca?

Munin ((lendo)) says:

defesa de capital, isso sim

I'm a weirdo says:

pois eh

Munin ((lendo)) says:

que pagar mais será melhor visto

I'm a weirdo says:

a revista se diz defensora do olhar

I'm a weirdo says:

sem ser

Munin ((lendo)) says:

o público alvo da Veja é a galera mais ou menos

I'm a weirdo says:

sem contar o seguinte, neh soh isso não....

I'm a weirdo says:

ela defende o proprio interesse

Munin ((lendo)) says:

nós lisos só baixamos a piratex' nos blogs da vida

I'm a weirdo says:

pq ela tem as costas muito queimadas jah

Munin ((lendo)) says:

haha

I'm a weirdo says:

kkkkkkkkkkkkkkkk

I'm a weirdo says:

pode crer

I'm a weirdo says:

'lisos'

I'm a weirdo says:

pq se baixamos na net

I'm a weirdo says:

jah nao somos tao lisos assim :P

Munin ((lendo)) says:

que nada

Munin ((lendo)) says:

e as lan houses?

Munin ((lendo)) says:

da pra imprimir

I'm a weirdo says:

run

I'm a weirdo says:

sim e pra achar esse blogs???

Munin ((lendo)) says:

tem galera que imprimi nas intocas no trabalhho

Munin ((lendo)) says:

ai que tá

I'm a weirdo says:

que dão direito a essas revistas?

Munin ((lendo)) says:

miau tá pensando que nem a vea

Munin ((lendo)) says:

*Veja

I'm a weirdo says:

ahhh

Munin ((lendo)) says:

pobre não é sinônimo de burro

I'm a weirdo says:

não não

I'm a weirdo says:

eu sei qu enum eh

Munin ((lendo)) says:

não subestime

Munin ((lendo)) says:

[una]

I'm a weirdo says:

eu num subestimo

I'm a weirdo says:

mas presta atenção

I'm a weirdo says:

poucos são os que vão atrás disso

I'm a weirdo says:

quando tem a oportunidade e o meio

Munin ((lendo)) says:

mas existem

I'm a weirdo says:

sim

I'm a weirdo says:

e esse acabam, mais pra frente

I'm a weirdo says:

saindo da condição de pobres

I'm a weirdo says:

e vão pra 'mais ou menos'

I'm a weirdo says:

pq querem ser alguma coisa na vida

I'm a weirdo says:

saca?

I'm a weirdo says:

ou seja

I'm a weirdo says:

esses dai já qse podem ser considerado da ultima mencionada

I'm a weirdo says:

jah os pobre pobre mesmo

I'm a weirdo says:

infelizmente

I'm a weirdo says:

ficam no orkut

I'm a weirdo says:

nos flogs

I'm a weirdo says:

ou entao

I'm a weirdo says:

gastam pra comer

I'm a weirdo says:

e eh isso

Munin ((lendo)) says:

haha

Munin ((lendo)) says:

orkut e flog

Munin ((lendo)) says:

hahahaha

Munin ((lendo)) says:

e msn

Munin ((lendo)) says:

agora todo liso tem

Munin ((lendo)) says:

hahahaha

I'm a weirdo says:

com certeza

Munin ((lendo)) says:

eita que esse nosso discurso tá muito elitista

Munin ((lendo)) says:

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

I'm a weirdo says:

nem tanto

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* o verbo coisar que aparece julgado em algumas sentenças acima pode ser iterpretado como sinônimo de movimeto, crítica e erro.
** clique no link que aparece nos nomes Veja para ler o texto de Luis Nassif

28 de dez. de 2007

A6

“E ele chorava muito e parecia estar num estado de transe, como se tivesse dormindo ou coisa parecida. Tentei acordá-lo, eu já estava bastante desesperada. Mas ele somente gritava muito e chorava por causa da tal dor misteriosa. Aquela cena chamou a atenção das demais pessoas. Um homem se apresentou como médico e começou a examiná-lo.

‘Nunca vi isso, ele está acordado mas seus impulsos nervosos não são controlados por ele mesmo. É um quadro semelhante à epilepsia, contudo...’ o médico cessa ao ver que o jovem não mais grita ou se debate. Muito pelo contrário, levanta-se calmamente e volta ao seu estado normal.

Exceto pelo seu olhar; estava estranho, quase debochado e malévolo. ‘Você está melhor rapaz?!’ o médico pergunta inutilmente pois ele não entende muito de português. Eu pergunto como ele está, abraçando-o e afagando sua cabeça.

‘I can talk to them...They say they want to...to take one of your…you´ll see…the soul…they said we will never…’ As palavras dele não eram somente confusas, mas também aterradoras. Ele podia falar com eles e eles queriam algo de mim... O que seria?

As luzes falham agora, tudo está escuro. Sentimos um calor infernal e uma fumaça verde fosforescente sai pelos dutos de ar. Lembravam uma festa rave, mas sabíamos que aquilo era o nosso fim.

Não sei como, acordei. Estava em uma sala branca, totalmente branca. Eu e as demais pessoas, todas dentro de tubos espalhados sistematicamente pelo chão da sala oval. Os tubos eram preenchidos por um líquido azulado, bem claro, quase da cor do céu. Respirávamos por sondas implantadas em nossas cavidades nasais. Estávamos nus.

Uma porta se abre e um ser entra, e mais outro e mais outros. Eram eu, meus pais, o gato, meu amigo e meu namorado, todos muito bem vestidos de médicos. Eu caminho até o tubo em que ‘eu’ estou ‘Foi divertido não foi?’ Fiquei um bom tempo sem entender até o líquido do tubo foi retirado ‘Vou morrer Renée’ disse eu para mim mesma ‘ e você vai ficar no meu lugar’

‘Todos nós vamos morrer em poucas horas’ disse meu namorado me abraçando. ‘Agora vocês estão prontos para nos substituir’ disse meu amigo. ‘Não se preocupem, vocês não se lembrarão de nada amanhã’ disse meu pai. ‘Miau’ disse o gato para seu clone também.”

‘Renée! Hora do almoço! Se levanta, já são 12 horas!’ – disse minha mãe hoje meio dia interrompendo meu sono...

A5

“Conseguimos a imagem de um Airbus da TAM. O avião vinha de Frankfurt com destino a Teresina mesmo. Vimos os momentos de desespero, vimos as pessoas carbonizarem e se despedaçarem entre as ferragens.

Por incrível que pareça as luzes do avião não desligaram quando este caiu. Viramos à esquerda adentrando um novo túnel; parecíamos saber onde estávamos indo. O tal Airbus estava lá, lembro por causa das luzes acesas e o amassado inconfundível, abrira uma cratera onde antes era a Igreja São Benedito. Não preciso mencionar a morte dos fiéis também.

Uma pessoa sobreviveu ao acidente, um passageiro do Airbus. Outro misto de milagre com susto, era meu namorado, que decidiu fazer uma surpresa também; mas ele era um pouco menos bem humorado que meu amigo, talvez pela cultura de seu país, talvez pelo susto e pela sorte de ter renascido. De qualquer forma, estava muito contente em vê-lo são e salvo também.

De repente, outras pessoas começaram a sair do avião, mas não pareciam de fato pessoas normais e vivas. Algumas sem perna, outras sem cabeça, arrastavam-se umas por cima das outras e por cima de membros palpitantes, deslizando sobre o sangue.

Tirei muitas fotos enquanto corria de costas, não sei como consegui tal proeza. Medo, muito medo. Aquilo tudo era inacreditável e assustador. Dei-me conta de que ainda estava descalça, ainda com roupa social, mas isso não atrapalhou muito. Rasguei um pouco as laterais da saia para correr melhor e abandonei o blaser no caminho. Seguimos correndo pelos túneis até encontrarmos um elevador. Era bem espelhado também, lembrava-me de meu trabalho, a emissora de TV que provavelmente suma em fade out também neste momento.

Subimos, não sei pra que, mas subimos. Quando a porta abriu, três criaturas estranhas,tais quais as que vi na transmissão de Mikerinos, nos fitaram com seus olhares negros e amendoados. Mais fotos e tirei, mais pavor eu sentia. Elas pareciam incomodadas e começaram a correr em nossa direção. Estavam longe o suficiente para dar tempo de fechar a porta do elevador. Descemos até um abrigo alguns níveis abaixo, sem mais esperanças.

Chegamos a uma sala blindada, outras pesoas já estavam no local. Sentamo-nos num sofá grande a esquerda. Estávamos distraídos e anestesiados pelo pânico e pelo medo quando vêm os gritos: ‘My head aches! I can not support this pain!’ o rapaz germânico – que se comunica em Inglês com agente – se lança imediatamente ao chão. ‘What a hell are you saying?! What do you want from me?! What do you want, please,what?!’ Ele realmente não parecia falar conosco...”