1 de dez. de 2011

O Quinto Elemento: Diva Plavalaguna

Há 14 anos você assistiu pela primeira vez o filme O Quinto Elemento (The Fifth Element - 1997). Talvez você tenha visto um pouco depois disso. Mas é certo que você ficou impressionado com o concerto da alienígena azul que, além de ser dona de uma beleza literalmente exótica, tem uma extensão vocal pra lá de admirável. Interpretada por Maïwenn Le Besco (com vocais da soprano albanesa Inva Mula), a E.T Diva Plavalaguna foi pra mim a personagem mais marcante do filme.

Diva Plavalaguna e sua cara na vida real: Maïwenn Le Besco.
Numa de minhas navegações randômicas, acabei encontrando o video do making of da cena do concerto de Diva e fiquei muito :DDDDDD porque agora pude ver a performance completa. Sem o jogo das câmeras e as correções e imagem, talvez o vídeo não seja tão interessante quanto o original, mas vale matar a curiosidade:



O take completo e finalizado da cena:

8 de nov. de 2011

Semirrealidade perigosa? Um simulador de Battlefield 3


Battlefield 3. Fonte: Wikipedia.

Eis que surge um simulador "extremamente realista" do jogo Battlefield 3, que segundo os senhores que o testaram, simula a realidade com tamanha perfeição que é possível sentir os extremos de ódio e adrenalina típicos de um soldado em campo de batalha.

Isso me leva a pensar em duas questões que se interligam. A primeira diz respeito à própria natureza do jogo que, como já dizem os vovôs metidos a críticos - e os vovôs críticos de verdade -, incita a violência e planta nas mentes vazias sementes ideológicas que favorecem a guerra. Depois, tenho que me deixar levar pela imaginação, e penso como seria interessante o fato de um ambiente simulador de tal porte fosse disponibilizado ao público.

Vivi o suficiente pra notar que hoje criamos uma geração de indivíduos despreparados ideologicamente e negativamente sensíveis a opiniões e aspectos que se ponham contra suas vontades e pseudoverdades. Em outras palavras, o que observamos nas escolas e ambientes de recreação para crianças e jovens - além do que se pode extrair das distorcidas estatísticas e informações publicadas em noticiários - é uma juventude despreparada para lidar com conflitos, seja de que natureza o for. Também não vivi o suficiente pra virar uma vovó que pensa em preto e branco e só vê o fracasso daqueles que não passaram da linha dos 50% da vida. 

O que me deixa curiosa é saber como um indivíduo médio - em todos os seus aspectos sócioculturais - se deixaria influenciar por tal ambiente virtual. Também não vejo a tecnologia como uma besta-fera capaz de destruir princípios e alienar mentes já alienadas por outros aspectos da vida em sociedade - ou do isolamento da mesma (no meu trabalho final da graduação defendi que a internet, por exemplo, pode promover a convergência offline e assim contribuir para o fortalecimento de laços sociais na vida real). 
Percebo nesses tipos de jogos que há uma inclinação à ideologia de guerra - obviamente até - que tem sido implantada nos seres sociais já desde cedo, como uma espécie de Esparta contemporânea, que obriga seus teenagers a participar de treinamentos para defenderem-se dos inimigos escondidos por trás das fronteiras.

Milhares de estudos já se fizeram em torno dos jogos e muitos concordaram que, para surtir algum efeito relevante, qualquer influência exercida sobre determinado sujeito deve se combinar com valores e referencias previamente estabelecidos no ideário do indivíduo, valores esses que derivam de suas interações com grupos sociais tais como família e escola. 

Agora imagine as lan houses do futuro equipadas com tais simuladores. Tais locais podem passar a cumprir parte do papel social das escolas e famílias, que falharam em ensinar valores e disciplinas às suas crianças e optam por lançá-las no reconforto social de um ambiente desses - assim como alguns o ja fazem, utilizando-se da materialidade que o capital financeiro pode proporcionar.

Até que ponto a semirrealidade conseguirá influenciar os seres humanos? E que tipos de experiências se destacariam do contato desses com essa tecnologia? Nem Odin saberá.