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27 de fev. de 2014

Igreja de Fantoft

Acabei me mudando pra Noruega. Não que as coisas sejam ruins na Finlândia - pelo contrário, to sentindo muita falta de lá! - mas que às vezes é bom sair por aí, pendurada nos ombros das oportunidades.

Cheguei em Bergen no início de Janeiro e fico até Junho. O tempo até que me surpreendeu: não tem chovido tanto quanto disseram que ia chover. As coisas são demasidadamente caras - especialmente pros pobres dependentes de bolsas de estudos e afins.

Acabei vindo morar num tal de Fantoft, um condomínio pra estudantes em geral, só que a maioria aqui é de estrangeiros. Já encontrei vários estudantes brasileiros, coisa que não era comum em Jyväskylä. Acho que a vida em Fantoft merece um post pra si: as instalações tipo união soviética, o lixo  nos corredores, as festas diárias, as amizades, os alarmes de incêncio que (quase sempre) soam sem motivo aparente às 3 da manhã... Um post pra si. Vou tentar lembrar de escrevê-lo.

Mas já tenho meu lugar favorito, que fica a 10 minutos de caminhada: a igreja do Varg Vikernes. Construída no século XII e muito bem preservada, a também conhecida como Fantoft stavkirke (igreja de madeira de Fantoft) tem muita história pra contar - especialmente no verão, quando o espaço é aberto a visitações, quando se paga o alto e devido valor em coroas norueguesas, claro.

Primeira vista da stavkirke.
Diz a lenda que a igreja foi ameaçada de morte pelos satânicos guerreiros do true norwegian black metal no início dos anos 90. A ameaça, dizem, veio de Varg em pessoa, e ainda rolam boatos pela cidade de que essas marcas do cristianismo devem ser todas queimadas mesmo.

Bem, não acredito em deuses e não tenho como entrar de fato nessa discussão. Mas poxa, essa igreja é linda demais. Parece até um templo viking! 

Fantoft stavkirke.
E além do mais, a stavkirke é um mero ponto turístico de qualquer forma. Por outro lado, é um fruto de seu próprio tempo e não deve ser misturada com (falsos) valores da modernidade. Espero. O que será daqui pra frente, bem, só the fox knows.

17 de mai. de 2009

Uma música perfeita

Muitos pensam que, por causa de minha nova carcaça em forma de "flor-de-menina", me distanciei das minhas paixões. Muito pelo contrário. Apenas tento sobreviver numa sociedade que, infelizmente, preza por determinados padrões comportamentais e estéticos. Não pretendo ficar por aqui pra sempre, então...

Mas a minha intenção agora é de compartilhar contigo uma música que está em tudo: meu despertador, meu toque de celular, minha inspiração para escrever o que quer que seja. Eu falo de Havenless, da banda norueguesa Enslaved. A música pertence ao álbum intitulado "Below the Lights", que profanou o mundo em meados de 2003.

Só para informar rapidamente, a banda surge no cenário em 1991, fruto dos pensamentos malévolos de Ivar Bjørnson. Se não me engano, um pouco antes - ou um pouco depois - aconteceram aqueles ataques por toda Noruega, tais como incineração de igrejas e de todo vestígio da fé cristã.



Foto: Asle Birkeland


Eu escutei Havenless enquanto assistia a um p* documentário, totalmente das trevas! Em Metal: A Headbanger´s Journey um metaleiro antropólogo decide estudar um pouco sobre a cultura do metal, e destrincha desde as primeiras bandas (na pesquisa dele, chegou-se a conclusão que foi Black Sabbath) até o cenário atual. (Pelos deuses! Ele estava no Wacken Open Air!!! Um dia chega minha vez!). Esse documentário rende assuntos para um futuro post. |,,|

Então, black to Havenless, eis aqui um verdadeiro hino do black metal norueguês:



T R A N S C E D A !